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Internacional

Situação da Turquia discutida em reunião extraordinária da NATO

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Reunião da NATO decorre esta terça-feira, em Bruxelas

JULIEN WARNAND/ EPA

Encontro foi solicitado pelo Governo turco, depois de ter lançado ofensivas contra os combatentes do autodenominado Estado Islâmico e também contra os opositores curdos do PKK

Numa reunião solicitada por Ancara, os 28 Estados-membros da NATO discutem, esta terça-feira, a situação na Turquia, depois de o país ter recentemente lançado ofensivas contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) e também contra os opositores do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).

O encontro extraordinário foi solicitado ao abrigo do artigo 4.º do tratado, que envolve a consulta sobre uma eventual ameça à integridade de um Estado, mas não desencadeia automaticamente qualquer ação militar.

Nos últimos dias, na sequência de vários ataques atribuidos ou mesmo reivindicados pelo Daesh e pelo PKK – movimentos ferozmente inimigos entre si –, a Turquia lançou pela primeira vez ofensivas aéreas contra posições do Daesh e deteve, por outro lado, centenas de militantes do partido curdo.

Na tentativa de “empurrar” os combatentes do Daesh, com vista à criação de uma zona de segurança ao longo da sua fronteira com a Síria, a Turquia e os EUA acordaram também um plano. Esta estratégia, que representa uma vitória diplomática para a Turquia – que sempre colocou a criação dessa zona de exclusão como condição prévia para se juntar à luta contra o Daesh –, permitirá aos norte-americanos intensificar os raides aéreos sobre a Síria, sobretudo por poderem aceder a bases militares turcas.

O que não fica claro, lembra o diário britânico “The Guardian”, são as consequências deste novo cenário para os combatentes curdos que lutam contra o Daesh nas zonas fronteiriças. Durante meses as Unidades de Proteção Popular Curdas (YPD) foram ajudadas pelos meios aéreos norte-americanos, que procuraram fazê-las ganhar terreno.

O Governo turco, no entanto, preocupa-se com o sucesso das YPD, temendo o seu reflexo nos separatistas do PKK, a que estão ligados, considerando estar em risco a sua segurança nacional.