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Paquistão. 81 sucumbem à fúria das águas

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A Majeed/AFP/Getty Images

Mais de 300 mil pessoas já foram afetadas pelas chuvas torrenciais e consequentes inundações. E o mau tempo está para continuar

Em junho o calor matou no Paquistão. Nas últimas duas semanas foram as chuvas torrenciais. Já morreram 81 pessoas. Esta terça-feira, a Autoridade Nacional para a Gestão de Catástrofes (NDMA) avançou com os números e com um aviso: o pior ainda está para vir.

A chuva intensificou-se nas últimas duas semanas, causando estragos de norte a sul e destruindo perto de duas mil habitações, revelou um porta-voz da NDMA, citada pela AFP.

A província de Khyber Pakhtunkhwa foi uma das zonas mais afetadas. Aqui morreram 38 pessoas e várias infraestruturas ficaram destruídas, bem como dezenas de estradas e pontes. Por causa das enchentes, 375 localidades no Punjab - já do outro lado da fronteira - na Índia, também ficaram submersas.

Até agora, foram realojadas mais de 172 mil pessoas. Foram levadas para locais mais seguros, enquanto as forças militares procedem a operações de busca e salvamento nas zonas afetadas pelas cheias.

O cenário é negro, mas a chuva não deve abrandar. "Tempestades e fortes chuvadas" são esperadas para os próximos dias, acrescentou o porta-voz da NDMA.

Todos os anos milhares de pessoas morrem no Paquistão devido às condições meteorológicas. Basta recuar a junho deste ano, mês em que uma onda de calor assolou o país e casou a morte de mais de mil pessoas.