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Obama regressa ao país do pai (e tem mesmo de ir ver a “vovó” de 94 anos)

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Um mural em Nairobi, mostra que o Quénia não se esqueço dos eu "filho"

THOMAS MUKOYA

Chegada ao Quénia está prevista para esta sexta-feira. Agenda é preenchida, mas a família não quer desculpas: o homem mais poderoso do mundo tem de ir ver a “vovó” Obama

“O bom filho à casa torna.” Não a sua em particular, mas a da família. Obama está de regresso ao Quénia, pela primeira vez como Presidente dos Estados Unidos. O objetivo? Levar a cabo uma missão de fortalecimento dos laços económicos e de segurança com o país africano.

Para a população local do Quénia este é um regresso do filho pródigo: as ligações que o Presidente partilha com o país não são esquecidas pelas comunidades locais que se orgulham do sucesso de “um dos seus”. No Quénia, ruas, escolas, pessoas herdam o nome do homem que um dia chegou a chefe de Estado dos EUA.

Embora esteja “de serviço”, Obama vai tentar ter tempo para conviver com a família paterna, que inclui a sua avó, “vovó” Obama, a matriarca da família e uma filantropista local. “Ele é alguém que eu conheço. Ele é daqui. Ele é filho de Barack [pai]... Ele é um filho do Quénia. Ele tinha que vir e visitar o país todo, até mesmo as escolas”, disse à BBC a matriarca, de 94 anos.

“Mama Sarah”, a avó de Obama, conta ver o neto

“Mama Sarah”, a avó de Obama, conta ver o neto

THOMAS MUKOYA

Obama tinha já expressado o quão ocupada seria a visita e explicou que talvez não pudesse ir a Kogelo, lugar onde reside a maioria da família no país e onde descansa o seu pai, famoso político do país que morreu tragicamente num acidente de viação.

A avó de Obama, no entanto, não tem dúvidas. Por mais ocupado que esteja, Obama irá a Kogelo, vilarejo ancestral da família: “Ele tem de vir visitar a avó dele, a família dele, e visitar o túmulo do pai. Estou muito feliz porque ele é um queniano. Ele tem que vir aqui”, disse a avó em conversas com a BBC, mostrando uma foto do neto.

O Presidente terá uma agenda ocupada. Participará num fórum de empreendedorismo em Nairobi, vai prestar homenagem às vítimas e falar com os sobreviventes do ataque à bomba da embaixada dos EUA em 1998, e jantar com o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta.

Além disto irá fazer um discurso em Ádis Abeba, na Etiópia, e mais tarde vai reunir-se com líderes locais para discutir a crise no Sudão, conversará com Kenyatta para discutir alguns casos de alegada violação dos direitos humanos no Quénia e vai apresentar-se perante a União Africana, sendo o primeiro Presidente americano a fazê-lo.

Orgulho. Na vila de Kogelo ninguém esquece o Presidente dos EUA

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THOMAS MUKOYA