Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Grécia. Negociações com a troika deverão começar esta sexta-feira em Atenas

  • 333

A delegação que vai chegar à capital grega deverá incluir também elementos do fundo europeu de resgate

Uma delegação constituída por representantes da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá chegar na sexta-feira a Atenas para reuniões com o Executivo helénico.

O anúncio foi feito esta tarde por uma fonte do governo grego, que reiterou esperar que as negociações estejam concluídas até ao próximo dia 20 de agosto.

A delegação que vai chegar à capital grega deverá incluir também elementos do fundo europeu de resgate, de acordo com fontes europeias citadas pela agência EFE. O objetivo é assegurar que o governo grego vai cumprir as reformas previstas no acordo com os credores que conduzem ao terceiro resgate.

Embora durante vários meses o Executivo helénico tenha insistido na necessidade de se mudarem os métodos e a semântica da troika - a que preferia chamar de instituições - ficou acordado retomarem-se os procedimentos habituais na cimeira da zona euro do passado dia 13 de julho.

Apesar dos apelos à unidade de Alexis Tsipras e de mais deputados do Syriza terem votado ontem no parlamento a favor do segundo programa de reformas, as divisões mantêm-se no partido. O primeiro-ministro grego mostra-se preocupado nomeadamente com a “discordância institucional” com a presidente do parlamento, Zoe Constantopoulou, que votou por duas vezes contra as medidas impostas pelos credores no parlamento, refere o “Kathimerini”.

“Infelizmente foi confirmada uma rutura no Syriza, mas penso que conseguiremos cumprir os procedimentos para concluir o acordo primeiro e depois teremos oportunidade de olhar para todas as questões internas”, declarou o ministro do Estado, Nikos Pappas, à Athens News Agency.

No caso das negociações não estarem concluídas dentro do prazo será necessário assegurar mais financiamento temporário. O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, já admitiu que uma mudança nas regras que regem o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) possibilitaria que se pudesse recorrer ao fundo para um segundo empréstimo-ponte, segundo a Reuters.

Na segunda-feira, a Grécia aproveitou os 7 mil milhões de euros - de financiamento intermédio disponibilizado pelos credores - para pagar os empréstimos ao BCE e ao FMI.