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Jornalistas desaparecidos. Governo espanhol não exclui “qualquer hipótese”

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Mostrando-se solidário com as famílias, o chefe do Governo espanhol, garantiu que tudo será feito para que os três jornalistas desaparecidos na Síria “regressem a casa, sãos e salvos”

O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, declarou esta quarta-feira não excluir “qualquer hipótese” em relação aos três jornalistas espanhóis desaparecidos há dez dias em Alepo, no noroeste da Síria.

“Não excluímos qualquer hipótese. Até ao momento, a única coisa que é certa é o desaparecimento” dos jornalistas Ángel Sastre, Antonio Pampliega e José Manuel López, sublinhou o responsável, à margem de um fórum de empresários andaluzes, em Sevilha, no sul de Espanha.

O Governo espanhol “fará tudo ao seu alcance para que regressem a casa, sãos e salvos”, acrescentou Rajoy, explicando que o executivo não atua em função de suposições.

Mariano Rajoy sublinhou que, até agora, o que se sabe é que entraram na Síria a 10 de julho, pela fronteira turca, e dirigiram-se para Alepo. Dois dias mais tarde entraram, pela última vez, em contacto com alguns camaradas em Espanha, disse.

O primeiro-ministro espanhol lembrou que em Alepo se registam combates frequentes, há muitas dificuldades de acesso à eletricidade e transportes, o que limita as comunicações.

“O Governo não exclui qualquer hipótese” sobre as razões de não haver contactos com os jornalistas nos últimos dez dias, repetiu, manifestando solidariedade com as respetivas famílias.

O chefe de Governo espanhol afirmou que é preciso deixar trabalhar os peritos para que os jornalistas regressem a Espanha “o mais depressa possível”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Garcia-Margallo, afirmou que “até agora não foram feitas quaisquer exigências” por quaisquer alegados raptores.

A organização não-governamental de defesa da liberdade de imprensa “Repórteres sem Fronteiras” (RSF) classificou a Síria como o país mais perigoso do mundo para os jornalistas.

A RSF indica que pelo menos 44 jornalistas foram mortos desde o início do conflito em 2011 na Síria, onde várias fações armadas lutam contra o regime do Presidente Bashar al-Assad e entre si.

  • Três repórteres espanhóis estão desaparecidos na Síria há dez dias. Foram vistos pela última vez em Alepo, numa zona controlada pela filial local da Al-Qaeda. O Governo de Madrid já está "a trabalhar no assunto"