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Garantia de Atenas: “não há” eleições antecipadas. “Não seria útil”

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Para a porta-voz do Governo, o grupo parlamentar do Syriza encontrou-se num meio de um dilema que “teve de ser resolvido com responsabilidade e maturidade”

Convocar eleições antecipadas não está nos planos do governo grego. Esta segunda-feira, Olga Gerovasili, a nova porta-voz do governo, assegurou que ir a votos nesta fase do campeonato não seria “útil”.

“Eleições não seriam úteis nesta altura e não está entre as intenções do governo”, garantiu Gerovasili, em entrevista à agência de noticias da Grécia e Macedónia ANA-MPA.

Ao contrário do que aconteceu na última quarta-feira - em que 32 deputados do Syriza votaram contra o pacote de medidas que visa a implementação de um terceiro resgate -, Olga Gerovasili prevê que na próxima votação todos os membros do governo, 120, votem a favor. “O importante é não perder de vista o plano de ajuda. É evidente que se dois caminhos diferentes continuarem a ser seguidos, esses caminhos serão divergentes e não convergentes.”

Para a porta-voz, o grupo parlamentar do Syriza encontrou-se num meio de um dilema que teve de ser resolvido com responsabilidade e maturidade.

“Acredito que haja maturidade politica na maioria, pelo menos isso reflete-se na primeira votação. Acho que também se irá refletir agora. O que tínhamos de fazer era mudar o rumo mesmo antes da ponta do precipício, e foi o fizemos. Do outro lado está o Grexit e um incumprimento desmedido, com tudo o que isso implica. Acho que não seria controlável”, afirma a porta-voz.

Olga Gerovasili foi nomeada na passada sexta-feira por Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, para o cargo de porta-voz do governo e tomou posse no sábado. Esta foi uma das novas aquisições de um Executivo que foi remodelado depois de ministros e ministros-adjuntos terem votado contra o pacote de medidas que visa dar inicio ao terceiro resgate da Grécia.