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Merkel contraria Schäuble: “Não podíamos permitir um Grexit”

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A chanceler alemã está a discursar no Bundestag

FOTO AXEL SCHMIDT/EPA

A chanceler alemã volta a garantir que o país não vai aceitar um perdão da dívida para a Grécia, depois das declarações de Lagarde e Draghi nesse sentido

“A Europa está a viver alguns dos dias mais dramáticos”, declarou esta manhã Angela Merkel no Bundestag (Parlamento alemão), numa sessão que servirá para aprovar o início das negociações com vista a um terceiro resgate da Grécia.

A chanceler alemã contraria assim o ministro germânico das Finanças, Wolfang Schäuble, garantindo que a saída da Grécia da zona euro não era um plano apoiado por nenhum país com moeda única: "Nós não poderíamos permitir isto [um Grexit]. A alternativa a este acordo não era uma saída temporária do euro, mas um previsível caos", afirmou perentória.

Em jeito de crítica ao governo de Alexis Tsipras, Merkel disse ser inconcebível que um Executivo tenha prometido pôr fim à austeridade e ao mesmo tempo manter o país na zona euro, dada a sua grave situação financeira.

"Nós não podemos simplesmente responder a todas as exigências de Atenas, se o país violar os tratados europeus. A solidariedade e as reformas têm que vir juntas", sustentou.

Merkel reiterou ainda que o país não vai permitir um perdão da dívida a Atenas, apesar das declarações recentes de Lagarde e Draghi - líderes do FMI e BCE, duas instituições credoras - nesse sentido. "A Alemanha não vai aceitar um perdão da dívida para a Grécia. Isso viola as regras da zona euro”, realçou.

Sobre a decisão alcançada durante as negociações deste fim de semana, a governante alemã assegurou que não teve em conta apenas a Grécia, mas a criação de uma "Europa e uma zona euro mais forte".