Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Filiada do Estado Islâmico atinge navio egípcio

  • 333

A nuvem de fumo do navio egípcio atingido era visível da vizinha Faixa de Gaza

IBRAHEEM ABU MUSTAFA/REUTERS

Há relatos díspares sobre a existência de feridos. Egito confirma o ataque

Um navio militar egípcio foi atingido esta quinta-feira por militantes de um grupo filiado do autodenominado Estado Islâmico (Daesh) que declarou ter destruído com um rocket a embarcação, que se encontrava ancorada próximo da Península Sinai, na costa do Mediterrâneo.

O porta-voz militar egípcio, brigadeiro general Mohammed Samir, afirmou que o navio foi atingido numa troca de fogo com os terroristas, que se encontravam na costa, mas que não houve vítimas entre os membros da tripulação.

Outros militares egípcios indicaram contudo à Associated Press que um número não especificado de membros da tripulação sofreram ferimentos e que vários saltaram para a água para evitarem ser atingidos.

O autodenominado Província Sinai do Estado Islâmico reivindicou o ataque em "posts" colocados no Twitter, com fotos que parecem o rocket a dirigir-se para o navio e uma grande explosão no mesmo.

Abu Ibrahim Mohammed, um pescador da vizinha Faixa de Gaza, testemunhou o incidente e indicou à agência de notícias que o navio militar atingido encontrava-se a cerca de dois quilómetros da costa.

Militares egípcios indicaram que o navio era utilizado para patrulhar as suas águas territoriais e que frequentemente transportava forças militares e policiais, numa rota marítima que evita atravessar o território terrestre no Sinai, onde militantes islâmicos têm levado a acabo ataques contra as forças governamentais.

Este mês, mais de 100 pessoas foram mortas – entre as quais 17 soldados – quando militantes islâmicos lançaram uma série de ataques quase simultâneos contra pontos de controlo das forças de segurança em Sheikh Zuwed e Rafah, no Sinai.

O autodenominado Província Sinai do Estado Islâmico, que até novembro do ano passado se apresentava sob o nome "Campeões de Jerusalém", surgiu após a destituição do presidente Mohammed Morsi e da Irmandade Muçulmana, em julho de 2013. Desde então, já terá morto pelo menos 600 polícias e membros das forças militares.