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Depois da tormenta no Parlamento e nas ruas de Atenas, Tsipras prepara mudanças no governo

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YANNIS BEHRAKIS / Reuters

O acordo com os credores está aprovado, mas o Syriza não está conformado - há muitas vozes contra os princípios do terceiro resgate e Tsipras chamou o partido para discutir mexidas. Depois de Varoufakis (“capitulámos”, disse no Parlamento), haverá mais saídas

Depois do dia mais difícil da sua vida política - aprovação de um acordo em que não acredita (segundo o próprio), de ter enfrentado a primeira greve desde que formou governo e de a violência ter voltado às ruas de Atenas -, Tsipras reuniu-se esta quinta-feira com a cúpula do partido. As notícias que circulam apontam para uma remodelação governamental - afinal, 32 dos 64 votos contra o acordo com os credores, aprovado na madrugada de quarta para quinta no Parlamento grego, saíram de deputados do Syriza.

A informação da remodelação é avançada por um funcionário do governo de Atenas, citado pela AFP. A confirmar-sea mexida, não deve ser anunciada nas próximas horas - espera-se, segundo os órgãos de comunicação internacionais, que os novos nomes só sejam divulgados esta sexta-feira.

Na semana passada, Tsipras já tinha mexido no Governo - saiu Varoufakis, que considera este acordo com os credores uma “capitulação” - e entrou Euclid Tsakalotos. Foi depois desta mudança que o primeiro-ministro grego fechou o acordo com os credores, depois de uma maratona negocial de 17 horas de domingo para segunda-feira.

Uma das vozes mais críticas, além de Varoufakis, é a de Zoe Constantopoulos, presidente do Parlamento grego e filiada no Syriza. Durante a votação de quarta para quinta no Parlamento grego, disse que os termos deste terceiro resgate à Grécia implicam um “genocídio social” e que este ficará para a história como “um dia muito negro para a democracia”.

A remodelação não deve incluir uma demissão do próprio primeiro-ministro. Na quarta-feira à noite, ainda antes de o Parlamento votar, Tsipras garantiu que não iria fugir às responsabilidades e que não se demitia.

O Parlamento grego aprovou um pacote de medidas de austeridade que conduzirá ao terceiro resgate financeiro, com 229 votos a favor, 64 contra e seis abstenções (todas do Syriza). O dia ficou ainda marcado por protestos violentos nas ruas de Atenas, com confrontos entre a polícias e os manifestantes.

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