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A Grécia já sabe que terá um ‘não’ alemão: o de Peer Steinbrück, que perdeu as eleições para Merkel

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Peer Steinbrück é a primeira voz do SPD contra o terceiro resgate à Grécia

Sebastian Willnow/Getty images

Steinbrück diz mais: quem tem razão é Schäuble, que ainda esta quinta-feira defendeu um Grexit temporário mesmo depois de o Parlamento grego ter aprovado o acordo com os credores. Alemanha vota esta sexta-feira

Peer Steinbrück defrontou Angela Merkel em 2013 na corrida para chanceler da Alemanha e perdeu. Agora vai votar contra o terceiro resgate à Grécia. O Parlamento alemão vota esta sexta-feira e Steinbrück é a primeira voz dos sociais-democratas a pronunciar “não”.

Steinbrück é um dos políticos com maior popularidade na Alemanha. Citado pelo jornal alemão “Bild”, o também ex-ministro das Finanças afirma que um novo resgate não será capaz de salvar a economia grega e que, à semelhança do que diz Wolfgang Schäuble - atual ministro das Finanças -, talvez fosse melhor um Grexit temporário.

Enviar mais uns milhões de ajuda financeira não será o suficiente para ultrapassar a situação económica atualmente vivida na Grécia, diz o ex-candidato a chanceler. O político alemão acredita que já não há grande esperança na recuperação, muito menos com a aplicação das mais duras medidas de austeridade impostas pelas instituições.

Até agora, o Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), partido que apoiou a candidatura de Steinbrück a chanceler, tinha votado unanimemente a favor do novo pacote de resgate.

Entre esta quinta-feira e sexta-feira, um pouco por toda a Europa, os Parlamentos votam a aprovação do pacote de medidas que conduzem ao terceiro resgate financeiro da Grécia. Esta quarta-feira, o Parlamento grego já disse “sim”, depois de uma noite longa e complicada.

  • O aval político de Bruxelas depois da noite difícil de Atenas

    Tirando as declarações de Schäuble, que voltou a defender um Grexit temporário, os credores têm dado a Tsipras o balão de oxigénio que o primeiro-ministro helénico procurava depois da complicada votação no Parlamento em Atenas, acompanhada de violência nas ruas: o BCE aumentou a linha de crédito à banca grega e defendeu um alívio da dívida, os ministros das Finanças da zona euro deram “sim” a um financiamento de emergência e outro “sim” ao que será o princípio do terceiro resgate. Mas a Grécia tem um calendário apertado pela frente