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Tsakalotos: “A decisão de aceitar o acordo vai pesar-me para o resto da vida”

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ALKIS KONSTANTINIDIS / Reuters

Tsipras já tinha lamentado o acordo, agora é o ministro das Finanças. Varoufakis resume assim o que se está a passar: é a “capitulação

O novo ministro das Finanças grego foi esta quarta-feira o rosto do desalento no Parlamento helénico. Euclid Tsakalotos pediu aos deputados para votarem a favor do acordo, que afirmou só ter sido aceite pelo Governo por não haver alternativa.

"Nunca dissemos que o acordo era bom, mas não tínhamos escolha", disse. O ministro confessou que segunda-feira, quando foram definidos os termos do terceiro resgate ao país, foi o dia mais difícil da sua vida. "A decisão de aceitar o acordo vai pesar-me para o resto da vida", admitiu.

As palavras de Tsakalotos vão no mesmo sentido das declarações prestadas terça-feira pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, que admitiu que não acredita neste acordo, mas que o aceitou "para evitar o desastre do país".

Já o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, voltou esta quarta-feira a tecer duras críticas ao acordo, que considerou "não ser sustentável" e representar "um tratado de capitulação" do país.