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Sondagem indica que maioria dos gregos está a favor do acordo

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Funcionários públicos saíram à rua em protesto com o princípio de acordo firmado com os credores

YIANNIS KOURTOGLOU/REUTERS

Alexis Tsipras, que enfrentou a primeira greve desde que está no Governo, também mantém um apoio significativo, de acordo com os resultados da mesma sondagem

Em dia de greve dos funcionários públicos e de manifestações - incluindo com violência - junto ao parlamento grego, em protesto contra as medidas de austeridade acordadas para um novo resgate financeiro que são votadas esta quarta-feira, uma sondagem indica que 72% dos inquiridos consideram que o acordo com os credores era necessário porque não havia alternativas.

A sondagem, efetuada pela Kappa Research para o diário “To Vima” (“A Tribuna”, jornal de centro-esquerda), revela ainda que 51,1% encaram mesmo o acordo como “positivo”.

Ao serem questionados sobre a responsabilidade pelas novas medidas de austeridade que em princípio vão ser aplicadas, 48,7% referiram que os parceiros europeus não demonstraram compreensão pelos problemas da Grécia, enquanto 44,4% consideram que o Governo grego cometeu erros e perdeu muito tempo.

JEAN-PAUL PELISSIER/REUTERS

À pergunta sobre que opção preferia caso o Governo deixe de garantir maioria parlamentar devido a dissidências internas, 64,5% dos inquiridos consideram que deveria formar-se um novo governo sem convocar eleições, ao contrário de 31,2% que defendem um novo escrutínio.
No caso de um novo governo, 68,1% afirmam que pretendem manter Alexis Tsipras no cargo de primeiro-ministro, contra 22,6% com opinião contrária.

A Adedy, confederação dos sindicatos dos funcionários públicos gregos, convocou para esta quarta-feira uma greve contra o acordo, a primeira que ocorre durante o Governo Syriza. O dia também ficou marcado por protestos violentos.