Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Rebeldes pró-Rússia responsabilizados pelo abate do MH17 na Ucrânia

  • 333

Destroços do Boeing 777 da Malaysia Airlines

Getty

Dois dias antes de se completar um ano sobre a queda do avião do voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, que causou a morte de 298 pessoas, a CNN divulga em primeira mão dados sobre a investigação em curso. Entretanto, a Rússia considera a proposta de um julgamento internacional “inoportuna” e “contraproducente

Os investigadores holandeses que estão a conduzir a investigação internacional sobre a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, a 17 de julho de 2014, consideram que os dados existentes apontam para que os rebeldes pró-Rússia tenham sido responsáveis pelo abate do aparelho, segundo dados divulgados em primeira mão pela CNN, esta quarta-feira

O relatório final da investigação só deverá ser publicado em outubro, mas a estação norte-americana avançou a informação com base em diversas fontes que tiveram acesso à versão preliminar do documento, que tem centenas de páginas.

Os responsáveis norte-americanos já haviam concluído que o aparelho do voo MH17, que seguia de Amesterdão para Kuala Lumpur, havia sido abatido por um míssil. Das 298 pessoas que seguiam a bordo e que faleceram na queda, 192 eram holandesas, 27 australianas e quatro alemãs. A Holanda tem conduzido a investigação, que integra especialistas de 12 países, entre os quais da Austrália, dos Estados Unidos e da Malásia.

Uma das fontes indicou à CNN que o relatório refere especificamente o tipo de míssil em causa, assim como a trajetória que efetuou. Outra fonte refere que os dados mostram o ponto exato de onde foi disparado, que se situava dentro do território controlado pelos rebeldes pró-Rússia.

Investigadores também responsabilizam Malaysia Airlines

Os investigadores também responsabilizam a Malaysia Airlines pelo sucedido, devido à rota que foi estipulada para os seus aviões nesse dia. Outras companhias aéreas estavam a evitar sobrevoar aquela zona do leste da Ucrânia, devido ao conflito que aí estava a decorrer, mas o relatório indica que a companhia malaia não estaria a par dos alertas lançados por outros países, sugerindo que não possuía um sistema “tão robusto” como o de outras companhias.

Entretanto, a Rússia manifestou-se esta quarta-feira contra a possibilidade de o caso ser alvo de um julgamento internacional, considerando que a proposta nesse sentido é “inoportuna” e “contraproducente”.

A Malásia redigiu o texto para uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoiada pela Austrália, Holanda, Bélgica e Ucrânia, considerando que o tribunal internacional constituiria “uma garantia efetiva de que o processo de responsabilização seria independente e imparcial”.

A Rússia afirma que tem sido negado aos seus especialistas igual acesso aos elementos que estão na posse dos investigadores internacionais.