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O minuto a minuto do dia mais difícil de Tsipras: Parlamento grego aprova acordo com credores

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O dia mais difícil da vida política de Tsipras acabou com uma boa notícia que é má: o princípio de acordo está aprovado, vem aí mais austeridade

ORESTIS PANAGIOTOU / EPA

Num ambiente de grande tensão, com protestos violentos em Atenas, o Parlamento grego aprovou o acordo com os credores. Cerca de metade dos 64 votos contra foram de deputados do próprio Syriza, incluindo do ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis. Este foi o minuto a minuto do dia mais difícil da vida política de Alexis Tsipras - veja como foi

00h20 Com a votação encerrada no Parlamento, terminamos aqui a nossa cobertura em direto. Obrigada por ter acompanhado.

00h09 Manifestantes junto ao Parlamento gritam "traidores, traidores" quando é conhecida a notícia da aprovação do acordo

00h07 A dimensão da revolta interna no Syriza é considerável. No total, 40 deputados desafiaram Tsipras - 32 votaram contra e seis abstiveram-se.

00h00 Cerca de metade dos votos contra são de deputados do próprio Syriza, entre os quais o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis. Os restantes pertencem a membros do partido neo-nazi Aurora Dourada e do partido comunista KKE

23h57 Resultado final da votação:

Votos a favor - 229

Votos contra - 64

Presente (Abstenção) - 6

23h55 O acordo foi aprovado no Parlamento grego: 151 dos 300 deputados já votaram a favor dos termos do terceiro resgate ao país acordados na passada segunda-feira com os credores.

23h50 Pannos Kammenos, líder do partido Gregos Independentes que faz coligação com o Syriza, votou a favor do acordo, apesar das fortes críticas que fez nos últimos dias. Entretanto, 15 deputados do Syriza, que integram a Plataforma de Esquerda, a facção mais radical do partido, já votaram "Não". A votação continua a decorrer.

23h46 Yanis Varoufakis, antigo ministro das Finanças grego, e que até há bem pouco tempo acompanhou as negocições entre Atenas e os credores votou "não". Varoufakis desafia Tsipras e, com esta votação, pode vir a ser afastado do Syriza. A presidente do Parlamento também votou "Não"

23h40 Finalmente a votação começa no Parlamento grego.

23h30 A votação já está mais de uma hora atrasada. Agora é a vez de Vangelis Meimarakis, líder do partido Nova Democracia, falar aos deputados. Apesar de afirmar que esta noite vai votar "sim", deixou fortes palavras de desagrado ao governo de Alexis Tsipras: "Os bancos estão fechados porque as pessoas votaram em vocês, por causas das falsas promessas". Meimarakis diz ainda que Tsipras estragou tudo nas negociações e perdeu a oportunidade de alcançar um acordo.

O líder da Nova Democracia deixa ainda um alerta: o perigo do Grexit ainda não passou completamente.

23h15 Segundo Tsipras só estavam em cima da mesa três opções: um acordo em que não acreditava, o incumprimento ou a "escolha de Schauble e a saída do euro". Apesar de esta não ser uma "história de sucesso", Alexis Tsipras conclui o seu discurso assegurando que não vai fugir às responsabilidades, tentando pôr fim aos rumores de uma possível demissão.

A intervenção termina com uma ovação de pé por parte dos deputados.

23h10 Mesmo tendo consciência da importância das medidas serem aprovadas esta noite, Alexis Tsipras não deixa de avisar que o acordo com Bruxelas está carregado de medidas de austeridade. "Não irei tentar que este acordo pareça melhor do que realmente é", disse o líder helénico,, admitindo que se trata de um plano difícil e com "duras medidas". Mais uma vez Tsipras confessa não acreditar em muitas das medidas impostas pela Europa.

23h03 "Enfrentamos uma luta injusta contra as potências financeiras.Deixamos uma herança de dignidade e democracia na Europa", diz ao Parlamento Tsipras. Durante as negociações em Bruxelas, o líder do governo de Atenas foi essencialmente apoiado pelos partidos de esquerda e sociais democratas da Europa.

22h53 Alexis Tsipras chega ao Parlamento. Sem começo da votação à vista, o primeiro-ministro pede aos deputados que esta noite tomem uma decisão responsável e garante estar "orgulhoso da luta que temos travamos ao longo dos últimos anos".

22h46 O novo acordo é um "genocídio social" e um "golpe". Quem o diz é Zoe Constantopoulou, que ainda criticou o pouco tempo para a votação das medidas. Para a deputada, a Grécia está a ser chantageada e o Parlamento não pode ceder, muitos menos quando a população grega votou "não" no referendo de 5 de julho.

22h35 A deputada do PASOK, partido da oposição, aponta o dedo ao governo pela forma como tem gerido a crise no país, principalmente a Yanis Varoufakis . Evi Christofilopou acusa o antigo ministro das Finanças da Grécia de não cumprir as suas responsabilidades.

22h15 Panos Kammenos, líder do partido Gregos Independentes, que faz coligação com o Syriza, reforça a necessidade das medidas serem aprovadas esta quarta-feira. "Se esta noite o governo falhar não haverá esperança para a Grécia ou para a Europa", afirmou, citado pelo jornal britânico "The Guardian". Para Kammenos, tendo em conta o contexto atual, o parlamento tem de votar contra a sua consciência e chegar a um acordo.

22h05 Passam cinco minutos da meia-noite em Atenas e ainda não houve votação. Segundo o compromisso assumido com os credores, o Parlamento helénico deveria ter aprovado o acordo até 15 de julho, o que não aconteceu. O debate ainda está a decorrer e ainda parece demorar.

22h00 A hora da votação aproxima-se. O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras é o grande ausente do debate. De acordo com o The Guardian, Tsipras terá entendido que era melhor remeter-se agora ao silêncio para não aumentar a tensão no Parlamento, nomeadamente com os deputados do Syriza.

21h53 O porta-voz do Syriza, Nikos Filis, alega no Parlamento que a Grécia sofreu um golpe em Bruxelas durante as negociações com os credores e afirma que cabe aos deputados decidir se aceitam fazer parte desse golpe. Segundo Nikos Filis, as instituições europeias têm como objetivo derrubar o Governo grego e transmitir a mensagem de que não pode haver um Executivo de esquerda na Europa.

21h43 O ministro da Economia, Giorgos Stathakis, intervém no Parlamento, afirmando que o acordo alcançado com os credores irá estabilizar o sector bancário, apesar de ser difícil para o país.

21h30 O deputado da Nova Democracia, Kyriakos Mitsotakis, afirma no Parlamento que o partido, que deixou o poder após as legislativas de janeiro, vai viabilizar o acordo com os credores, mas depois da votação não dará mais apoio ao Governo de Tsipras.

21h12 O líder do To Potami toma a palavra no Parlamento e reitera que o partido centrista vai votar a favor do acordo. Stavros Theodorakis afirma, no entanto, que recusa integrar uma coligação de Governo - um cenário que estava em cima da mesa, com a eventual cisão no Syriza. O líder do To Potami acusa os deputados do Syriza que rejeitam os termos do entendimento com os credores de quererem fazer sair a Grécia do euro e defende que Tsipras deveria expulsá-los do partido.

21h00 Os protestos contra o acordo alcançado com os credores estendem-se a Salónica, a segunda maior cidade da Grécia. Centenas de pessoas manifestam-se em protesto contra as novas medidas de austeridade, mas não há qualquer sinal de violência.

20h45 No Parlamento, é a vez de falar a líder dos socialistas do PASOK. Fofi Gennimata critica o primeiro-ministro Alexis Tsipras por não estar presente no debate. O PASOK já afirmou que irá votar a favor do acordo alcançado com os credores, que terá também os votos favoráveis dos conservadores da Nova Democracia e dos Centristas do To Potami. A votação deverá ocorrer até à meia-noite de Atenas (22h00 em Lisboa)

20h30 As agências de notícias continuam a publicar imagens dos confrontos violentos que ocorreram esta quarta-feira à noite junto ao Parlamento grego. A polícia, munida com gás lacrimógeneo, fez algumas detenções e a situação, entretanto, acalmou.

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20h20 Líder do Partido Comunista, Dimitris Koutsoumbas, discursa no Parlamento, criticando o Governo de Tsipras por ter alcançado um acordo com os credores que impõe à Grécia novas e ainda mais duras medidas de austeridade

20h08 De acordo com relatos no Twitter, os confrontos junto ao Parlamento parecem ter acalmado

20h04 O novo ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, confessa no Parlamento que segunda-feira, quando foi alcançado o acordo com os credores, foi "o dia mais difícil" da sua vida. "É uma decisão que me vai pesar o resto da vida. Mas não tivemos alternativa", disse. Esta tarde, o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que deixou o cargo na semana passada, após o referendo, fez duras críticas ao acordo, considerando que o mesmo "não é sustentável" e representa "um tratado de capitulação" do país.

CHRISTIAN HARTMANN / Reuters

20h00 Começam a chegar às agências várias fotos dos confrontos em Atenas. Manifestantes lançaram cocktails molotov contra a polícia

YANNIS BEHRAKIS / Reuters

19h50 A correspondente do The Guardian em Atenas relata que os manifestantes estão a deixar a Praça Syntagma rumo ao Zappeion, um parque onde costuma funcionar o centro de imprensa

19h45 Ambiente continua muito tenso na Praça Syntagma. A polícia de intervenção usou gás lacrimogéneo contra alguns manifestantes e já fez detenções.

19h30 Começou o debate no Parlamento. O novo ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, está a discursar para explicar aos deputados os termos do acordo alcançado no início da semana com os credores. À porta da Assembleia, na Praça Syntagma, o ambiente é de grande tensão, com pequenos confrontos entre um grupo de anarquistas e a polícia.