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Lagarde diz que credores estão a aproximar-se da reestruturação

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De acordo com o FMI, liderado por Christine Lagarde, a taxa de desemprego manter-se-á em Portugal acima dos 10% até 2020, pelo menos

JIM LO SCALZO / EPA

A diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, sugere três caminhos possíveis para a questão da dívida grega

Em entrevista à CNN Internacional, a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse notar alguns sinais de que os credores da Grécia estão a aproximar-se da ideia da reestruturação da dívida grega.

“Eu tenho alguma esperança, porque, há poucas horas, eu percebi que há ruídos mais positivos no sentido do principio da reestruturação da dívida”, afirmou.

As declarações surgem um dia depois do FMI ter tornado claro que não participará num terceiro resgate económico à Grécia caso não haja uma drástica reestruturação, de modo a aliviar a médio prazo o fardo financeiro que o país está a suportar.

“O que nós dissemos a todos eles é que independentemente da forma que tome… alguma forma tem de ser encontrada para aliviar o fardo e permitir àquele país demonstrar que pode regressar a um caminho sustentável”, referiu Lagarde.

Num estudo apresentado aos líderes europeus durante o fim de semana e divulgado publicamente na terça-feira, o FMI considera que a Grécia nunca chegará a um ponto em que sua dívida seja “sustentável”, de modo a que consiga pagar o que deve, sem que os credores efetuem uma substancial reestruturação.

A organização aponta para três caminhos possíveis: Alargar o pagamento da dívida durante décadas, com um período de 30 anos de interregno nos pagamentos; o envio regular de verbas para Atenas para pagar as dívidas; ou a diminuição do atual valor em dívida.

Lagarde indicou à CNN que o prolongamento do período de pagamento da dívida é a opção mais provável.