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Expresso

Internacional

Presidente da Nigéria demite chefes militares

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Muhammadu Buhari, o Presidente que prometeu esmagar o Boko Haram, criou novas sedes para a força multinacional de combate ao grupo e decidiu "limpar a casa". Esta terça-feira demitiu vários líderes militares

O Presidente Muhammadu Buhari tornou prioridade do seu mandato acabar com o Boko Haram, a célula terrorista islâmica que combate com terrível violência a ocidentalização da Nigéria e que tem devastado a zona nordeste do país. Entre o conjunto de medidas para neutralizar os terroristas, Buhari decidiu reestruturar as forças armadas, começando pela demissão dos seus principais líderes.

Alvos de críticas por grupos de defesa dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional, por alegados abusos, as forças armadas são vistas pelos nigerianos como a face do fracasso da Nigéria em combater o grupo islamita. Os ataques do Boko Haram, principalmente na zona nordeste da Nigéria, já mataram 13 mil pessoas e fizeram um milhão de refugiados.

Buhari, eleito em março deste ano e empossado em 29 de maio, fez da luta contra o Boko Haram uma prioridade política. Para tal, mudou o comando das forças armadas para a cidade de Maiduguri - local de origem do Boko Haram - e criou uma sede para a força de combate multinacional contra o grupo islâmico na cidade de N’Djamena, a capital do aliado Chade.

A reestruturação das forças armadas era aguardada e a demissão dos seus principais líderes militares nigerianos era parte esperada da mudança. De acordo com um porta-voz do Governo, foram despedidas figuras de elite da força aérea, exército e marinha.

O Boko Haram exerce violência desde 2009, tendo apenas encontrado verdadeira resistência no início de 2015, quando o então Presidente Goodluck Jonathan ripostou contra os radicais. Em fevereiro, altura em que os ataques dos radicais já tinham atingido várias vezes povoações fora das fronteiras da Nigéria, Jonathan recorreu à ajuda dos países vizinhos Chade e República do Níger. As forças aliadas chegaram a recuperar várias áreas ocupadas pelo Boko Haram.