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Jeroen Dijsselbloem reeleito líder do Eurogrupo

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OLIVIER HOSLET / EPA

O ministro holandês das Finanças acaba de ser reeleito presidente do Eurogrupo. Reunião já terminou. Ministros das Finanças da zona euro ainda não encontraram "a chave de ouro” para resolver o problema do financiamento intermédio 

O ministro holandês das Finanças, Jeroen Dijsselbloem, foi reeleito esta tarde por unanimidade presidente do Eurogrupo. Em conferência de imprensa, Dijsselbloem disse que Luís de Guindos, que também entrava na corrida, se levantou para congratulá-lo, garantindo que vão continuar a trabalhar juntos.

Sobre o financiamento-ponte para a Grécia, o líder do Eurogrupo disse que  os ministros ainda não encontraram "a chave de ouro” para resolver o problema. O Eurogrupo colocou na mão dos técnicos a tarefa de "olharem para as possibilidades”, o que deverá acontecer ainda hoje. Amanhã haverá uma reunião do grupo de trabalho do Eurogrupo - que reúne os números dois dos ministros das Finanças. Dijsselbloem adiantou também que pode ser convocada uma teleconferência do Eurogrupo amanhã à noite ou noutro dia desta semana para discutir o tema.

"É muito complexo. Existem questões técnicas, legais, financeiras e políticas a ponderar. Mas deixamos os técnicos fazerem o seu trabalho em primeiro lugar", disse o ministro holandês das Finanças, admitindo que não será uma tarefa fácil.

O líder do Eurogrupo tem sido uma das vozes mais críticas da postura grega durante as negociações, insistindo sempre na necessidade do Executivo de Alexis Tsipras avançar com propostas mais credíveis. Dijsselbloem foi também uma dos elementos que mais terá colidido com o antigo ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis.

Ao início desta tarde, o ministro eslovaco das Finanças já tinha defendido a continuação de Jeroen Dijsselbloem no cargo. "É um homem simpático. E ajudou-nos a navegar durante a crise", sublinhou Peter Kazimir.

Jeroen Dijsselbloem, de 49 anos, foi eleito pela primeira vez líder do grupo dos ministros das Finanças da zona euro a 22 de janeiro de 2013, sucedendo ao luxemburguês Jean-Claude Juncker.