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Internacional

Ataques do Boko Haram levam a demissão de chefes das Forças Armadas nigerianas

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Presidente Nigeriano, Muhammadu Buhari despediu esta segunda-feira o chefe das forças armadas

DEJI YAKE/EPA

Presidente nigeriano demitiu esta segunda feira os chefes das Forças Armadas devido aos sucessivos atentados do Boko Haram


O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, demitiu esta segunda-feira os chefes das Forças Armadas nacionais, anunciou o seu porta-voz, uma medida já esperada tendo em conta a recente multiplicação dos atentados cometidos pelo Boko Haram na Nigéria. 

"O Presidente afastou das respetivas funções os chefes de serviço, incluindo os chefes do Exército, da Força Aérea e da Marinha", precisou o porta-voz, Femi Adesina, acrescentando que os seus sucessores serão em breve nomeados.

Não ficou imediatamente claro se o chefe do Gabinete de Defesa, Alex Badeh, e o Conselheiro de Segurança Nacional, Sambo Dasuku, foram também abrangidos por estas demissões.

Mas Badeh, o chefe do estado-maior do Exército, general Kenneth Minimah, Adesola Amosu, da Força Aérea e o oficial dirigente da Marinha, Usman Jibrin, foram nomeados pelo anterior Presidente, Goodluck Jonathan, em janeiro do ano passado.

O comando militar tem sido alvo de fortes críticas pela forma como lidado com seis anos de ataques do Boko Haram que fizeram pelo menos 15 000 mortos e obrigaram 1,5 milhões a fugir das suas casas.

Durante a liderança destes comandantes, os extremistas conquistaram território, incluindo cidades e aldeias no nordeste, na sua demanda para criar um califado.

Além disso, os chefes militares agora afastados foram incapazes de libertar as mais de 200 meninas sequestradas de um colégio na cidade de Chibok, no nordeste do país, a 14 de abril do ano passado, apesar de repetidas promessas.

O Boko Haram aumentou o número e a intensidade dos seus ataques desde que Buhari se tornou Presidente, a 29 de maio, com uma vaga de incursões armadas, explosões e atentados bombistas suicidas contra civis. Desde essa data, só na Nigéria, morreram cerca de 570 pessoas.

O aumento da violência fez disparar a preocupação de que os avanços feitos desde fevereiro deste ano pelos exércitos da Nigéria, do Níger, do Chade e dos Camarões contra os rebeldes estejam a perder-se.