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A primeira greve na governação Syriza: funcionários públicos param em protesto contra o acordo

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Mural pintado numa das ruas de Atenas

ORESTIS PANAGIOTOU / EPA

É a primeira greve nos primeiros seis meses de Governo Syriza. Contestação nas ruas deve-se ao princípio de acordo entre Tsipras e os credores, que prevê mais medidas duras para o país

A confederação dos sindicatos dos funcionários públicos gregos, Adedy, convocou uma greve e manifestações para Atenas e outras cidades gregas, em protesto contra as medidas de austeridade previstas no princípio de acordo estabelecido entre Tsipras e os credores. A paralisação está marcada para esta quarta-feira, precisamente o dia em que o parlamento grego deverá aprovar mais austeridade.

“Fazemos um apelo para uma greve de 24 horas, ao mesmo tempo que se vota o acordo antipopular e para uma manifestação na Praça Syntagma”, refere um comunicado da Adedy.

Esta segunda-feira à tarde já tiveram início protestos conta o pacote de reformas que aí vem, que contempla a subida de impostos e cortes de pensões necessários para o acordo que permitirá à Grécia receber até 86 mil milhões de euros de apoio financeiro. Sem esse empréstimo, a economia grega sofrerá um forte abalo, que eventualmente levará o país a abandonar o euro.

Esta Será a primeira greve nos seis meses do Governo de Alexis Tsipras, lider do Syriza. Antes de ser formado Governo, o Syriza apoiou diversas greves e protestos contra os programas de austeridade aprovados entre 2010 e 2014.