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Em direto: Líderes europeus aplaudem acordo com a Grécia

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FOTO FRANCOIS LENOIR/REUTERS

François Hollande fala num "acordo corajoso", Mateo Renzi diz que foi "um passo decisivo em frente". Já a chanceler alemã mostra-se confiante de que o Bundestag aprovará o novo resgate grego, depois do parlamento helénico aprovar todas as condições do programa. O Expresso acompanha ao minuto os desenvolvimentos e as reações

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Encerramos por agora este minuto-a-minuto. Continuaremos a acompanhar os desenvolvimentos relativos à Grécia em textos no site. Obrigada por nos ter acompanhado.  

15h29 - O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, apelou a alguma prudência no Twitter, afirmando que o "objetivo foi alcançado", mas que há "mais trabalho pela frente".

15h05 - A reunião desta tarde também servirá para eleger o próximo líder do Eurogrupo. O ministro eslovaco das Finanças defendeu a continuação de Jeroen Dijsselbloem no cargo. "Ele ajudou-nos a navegar durante a crise", destacou Peter Kazimir.

14h51 - Já começou a reunião do Eurogrupo, segundo o ministro finlandês das Finanças

14h34 - O parlamento francês deverá votar o resgate grego na sexta-feira. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Manuel Valls 

13h10 - "Nós estamos agradados com o facto de se ter alcançado um acordo, mas ainda há mais a fazer. Claramente o desafio agora será a aplicação do programa...e eu acho que nós subestimamos o tamanho desse desafio", afirmou o porta-voz de David Cameron, citado pela Reuters.

12h52 -  Alexis Tsipras e Panos Kammenos deverão reunir-se esta tarde em Atenas. Os líderes do Syriza e do Gregos Independentes pretendem discutir o acordo - que será votado até quarta-feira no parlamento - no seio da coligação.  

12h21 - Nas manchetes dos jornais gregos desta segunda-feira dominam as referências à Segunda Guerra Mundial, sugerindo que o consenso alcançado no Eurogrupo é uma tentativa de Berlim para humilhar Atenas

11h54 - O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, considera que o acordo alcançado esta manhã sobre a Grécia mostra que a Europa sabe assumir compromissos e mostrar-se "unida" pelo lado "solidário" e "racional". Alerta, porém, que são necessários mais passos do lado helénico para restaurar a confiança no país.

11h23 - O ministro grego do Trabalho, Panos Skurletis, disse em entrevista à estação pública ERT que é difícil nesta altura reunir consenso no governo grego, admitindo mesmo um cenário de eleições antecipadas.

11h14 - Christine Lagarde também já se congratulou com o acordo de princípio alcançado esta manhã em Bruxelas. “É um bom passo para restaurar a confiança", afirmou a líder do FMI.

10h56 - "A Itália é parte da solução e não do problema. Hoje demos um passo decisivo em frente", disse em conferência de imprensa o primeiro-ministro italiano, Mateo Renzi. 

10h18 - Mariano Rajoy diz esperar que o acordo seja cumprido: "Acabamos de terminar, há acordo. Espero que todos o cumpram. Devemos melhorar a governança na União Europeia", escreveu o primeiro-ministro espanhol no Twitter.

10h12 - O Presidente francês aplaude o princípio de acordo com a Grécia. "Foi alcançado um acordo. A França procurou e queria esse acordo. A Grécia continua na zona do euro. A Europa ganhou", escreveu François Hollande na sua conta no Twitter.

Numa conferência de imprensa, Hollande fala num "acordo corajoso". 

09h54 - Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se às 16h em Bruxelas (15h em Lisboa) para aprovar financiamento ponte para a Grécia. 

09h46 - "Chegámos a acordo, que foi trabalhoso e demorou muito tempo a alcançar, mas está feito. Não haverá 'Grexit' e estamos satisfeitos quanto ao fundo e à substância dos resultados que se conseguiu alcançar", declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker.

09h37 - O acordo prevê um fundo com ativos gregos no montante de 50 mil milhões de euros.

09h22 - Cabe ao Eurogrupo aprovar o financiamento ponte para a Grécia - que deverá rondar os 7 mil milhões de euros -  e que visa salvaguardar as necessidades imediatas do país. 

09h14 - Alexis Tsipras reconhece que o "acordo é difícil", mas sublinha que colocará fim à asfixia financeira, através de um financiamento intercalar e de um alívio da dívida.  

08h49 - Angela Merkel garante que não há necessidade de um plano alternativo para a Grécia. A chanceler alemã diz também que o Bundestag vai aprovar o novo resgate ao país, depois do parlamento helénico aprovar todas as condições do programa.

08h20 -  Ao fim de uma maratona negocial, os líderes da zona euro alcançaram esta manhã um acordo de princípio sobre a Grécia, que abre a porta à continuação das negociações e que exclui a hipótese da saída do país da zona euro. 

"A cimeira da zona euro alcançou um acordo por unanimidade. Está tudo pronto para um programa de ajuda para a Grécia por via do Mecanismo Europeu de Estabilidade, com importantes reformas e um apoio financeiro", escreveu o presidente do Conselho Europeu, DonaldTusk, na sua conta no Twitter.

23h36 E segue-se outra reunião bilateral, que já decorre. A noite promete ser longa. E por isso mesmo a noite do Expresso vai ficar por aqui. Mas esta segunda-feira há com certeza mais - por isso, volte a acompanhar-nos. Obrigada por ter estado connosco!

23h18 Entretanto, Tom Nuttall, correspondente do "Economist" em Bruxelas está a avançar com o que diz serem as quatro mudanças pretendidas por Tsipras relativamente ao documento do Eurogrupo:

"1. Sem envolvimento do FMI
2. Declaração mais forte relativamente à dívida
3. Sinal do BCE para manter a ELA [linha de liquidez aos bancos]
4. Abandonar a ideia dos 50 mil milhões [no fundo luxemburguês]"

23h10 O humor continua em alta nas redes sociais. É caso para dizer... "Por Toutatis!"

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22h58 Novidades de Bruxelas: ao que o Expresso conseguiu apurar junto de fonte grega, Alexis Tsipras continua "empenhado" em sair da reunião com um compromisso e estará a pedir um "sinal político" para que o Banco Central Europeu (BCE) não feche a torneira amanhã aos bancos gregos, cortando a linha de liquidez de emergência. Segundo a mesma fonte, o governador do BCE, Mario Draghi, também tem alertado para essa questão dentro da reunião.

22h43 Entretanto, no Twitter a indignação atingiu níveis muito elevados. A hastag "ThisIsACoup" (isto é um golpe de Estado) é uma das mais usadas em vários países.

22h30 Uma das propostas mais polémicas do documento que está a ser discutido é a colocação de uma garantia de bens estatais gregos no valor de 50 mil milhões de euros num fundo "externo e independente", sendo sugerido o 'Instituto para o Crescimento [na Grécia]' no Luxemburgo. 

Segundo o site do próprio Instituto, este foi fundado a 7 de maio de 2014. Para ele contribuíram o Governo grego e o banco germânico KfW, em nome do Executivo alemão. O dinheiro aplicado até à data tem como objetivo atribuir empréstimos para a criação de pequenas e médias empresas na Grécia, de forma a ajudar o país a sair da crise.

O "Politico" foi um pouco mais longe e tentou explicar quem gere este fundo e seria responsável por esta garantia:

"Quem está por trás deste pouco conhecido 'Instituto para o Crescimento'? É o banco estatal [alemão] KfW. O CEO do KfW, Ulrich Schroder, passou os últimos 20 anos no WestLB - um banco que necessitou de quatro resgates governamentais desde 2008. No conselho estão também nada mais nada menos do que o ministro das Finanças Wolfgang Schauble e o ministro da Economia Sigmar Gabriel."

22h08 Os líderes europeus estão reunidos há sete horas e nada parece indicar que a reunião vá acabar brevemente. A jornalista da Bloomberg Rebecca Christie aproveita para relembrar um artigo que escreveu, há precisamente três anos, sobre como a falta de sono pode influenciar negativamente as decisões de alguns líderes europeus em cimeiras que se estendem pela noite dentro. "Estudos mostram que a falta de sono influenciou os processos de decisão com falhas que levaram a desastres como o de Three Mile Island, Chernobyl e o derrame da Exxon Valdez, bem como o azarado lançamento do Challenger."

21h48 O humor do professor de ciência política norte-americano Ian Bremmer, numa referência à semana de programação dedicada aos tubarões de um famoso canal de televisão e à crise europeia. É caso para perguntar: pela boca morre o peixe?

21h30 Já se conhecem as capas de alguns dos jornais de segunda-feira:

20h57 Panos Kammenos - ministro da Defesa e líder dos Gregos Independentes (ANEL), partido minoritário da coligação governamental grega - revelou no Twitter estar farto. 

"Atingimos os nossos limites, eles querem esmagar-nos. Chega. Estamos fartos", terá escrito o ministro, de acordo com a tradução do site "Politico".

20h52 Mathieu von Rohr é alemão, jornalista da revista "Der Spiegel" e, ao contrário dos 60% da população alemã que defende uma saída da Grécia da zona euro, considera que um abandono dos gregos da moeda única seria um desastre para a Europa. 

"A zona euro pode estar mais robusta agora do que estava há cinco anos e as consequências de uma Grexit podem ser menos graves do que se previa em 2010. Mas a esta altura, ninguém sabe ao certo quais seriam as consequências, já que não há precedente. Seja de forma ordeira ou desordeira, uma Grexit seria um acontecimento dramático. E, de facto, caro, já que custaria à Alemanha até 60 mil milhões de euros. Um esforço de ajuda humanitária de milhares de milhões será necessário, bem como alívio da dívida."

O artigo pode ser lido na íntegra, em inglês, aqui.

20h06 E depois do encontro dos líderes de Grécia, Alemanha e França, é a vez dos ministros das Finanças destes três países se reunirem à margem da cimeira.

19h48 E aqui fica a seleção de alguns cartoons do dia sobre a crise europeia...

19h44 Diretamente de Washington DC: Jack Lew, secretário do Tesouro norte-americano, emitiu um comunicado onde confirma que falou hoje com Alexis Tsipras e diz estar "encorajado pelos relatos de algum progresso". 

"O secretário Lew sublinhou que a reconstrução da confiança necessita que um programa seja aplicado e que haja um conjunto de medidas para tornar a dívida sustentável", pode ler-se no comunicado.

19h22 A cimeira de chefes de Estado da zona euro foi retomada, mas ao jantar. Alexis Tsipras terá o prazer da companhia dos latinos Matteo Renzi (PM italiano) e Mariano Rajoy (PM espanhol). Já Pedro Passos Coelho senta-se entre a primeira-ministra da Letónia, Laimdota Straujuma, e o líder cipriota Nicos Anastasiades.

19h16 O jornal britânico "Guardian" fez uma pequena infografia com a sua interpretação da posição dos países da zona euro relativamente a uma saída da Grécia da zona euro. Portugal está "vacilante", mas gostaria de evitar uma 'Grexit', segundo o jornal britânico.

18h44 Em Atenas já decorre uma manifestação organizada pelo grupo de extrema-esquerda Antarsya, que pede um "não" do Governo a este novo programa.

18h27 O Expresso teve entretanto acesso ao documento elaborado pelo Eurogrupo, que confirma o que já tinha sido anteriormente avançado. Iremos tentar resumi-lo em alguns pontos: 

- O Eurogrupo, com base na avaliação das instituições, estima as necessidades de financiamento de um novo programa grego entre os 82 e os 86 mil milhões de euros, convidando as instituições a "reduzir o envelope financeiro" através de outras medidas orçamentais ou pelo processo de privatizações. 

- Os ministros das Finanças estabelecem duas condicionantes prévias para que possa ser ponderado um pedido de resgate: primeiro, o envolvimento do Fundo Monetário Internacional; e a aprovação a curto-prazo no Parlamento grego, até 15 de julho (quarta-feira) de uma série de novas medidas, onde se inclui alterações no sistema de IVA para aumentar a receita fiscal, medidas para melhorar a sustentabilidade do sistema de pensões e a aplicação total do pacto orçamental europeu.

- O Governo grego deve ainda comprometer-se em aprofundar com as instituições, mais a longo-prazo, reformas sobre as pensões, a privatização do operador de distribuição elétrica (ADMIE), reformas no mercado laboral, reforço do setor financeiro. 

- O documento insiste fortemente em que o Executivo helénico institua um programa aumentado de privatizações, que seja avaliado por um "órgão independente". Em alternativa, Atenas pode optar por transferir bens estatais no valor de 50 mil milhões de euros para um fundo independente (como o Instituto para o Crescimento no Luxemburgo) que irão sendo privatizados, de forma a abater a dívida. 

- O Eurogrupo impõe ainda a "normalização dos métodos de trabalho das instituições", com o regresso da antiga troika a Atenas "para melhorar a aplicação do programa e a sua monitorização". 

- Relativamente à sustentabilidade da dívida, o Eurogrupo reconhece que há "preocupações graves" quanto a esta, e explica-as pelo relaxamento das políticas ao longo dos últimos 12 meses. O organismo diz-se disponível para "aligeirar ainda mais o pagamento da dívida" através de medidas como o alongamento dos prazos de pagamento - a ser considerado "depois da primeira avaliação positiva" do programa. O documento exclui por completo um corte nominal (haircut) na dívida. 

- Por fim, o documento termina dizendo que, caso não haja acordo, "devem ser oferecidas à Grécia rápidas negociações para uma saída temporária da zona euro, com a possibilidade de reestruturação da dívida".  

Acrescenta-se a ressalva de que alguns pontos, como os que se referem ao processo de privatizações, à sustentabilidade da dívida e à saída da Grécia da zona euro, não terão tido o aval de todos os representantes. Os líderes europeus irão agora discutir estas sugestões.

17h55 Temos encontro à margem da cimeira entre os líderes de Grécia, Alemanha e França, acompanhados pelo presidente do Conselho Europeu.

17h18 Pausa na cimeira. O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, diz que o documento do Eurogrupo é o "passo mais significativo até agora". Segundo os relatos de alguns correspondentes em Bruxelas, que tiveram acesso ao documento, este impõe uma série de condições ao Governo grego como mexidas nas pensões, maior eficiência em recolha de impostos, privatização da rede elétrica. Daqui a pouco, o Expresso deverá ter mais pormenores acerca do documento.

16h53 Nas redes sociais, há quem vá colocando imagens de notas de dracma, a antiga moeda grega.

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16h47 Ainda em Atenas, o editorial do jornal próximo do Syriza, o "Avgi", aborda hoje a questão das divisões internas dentro do Governo grego, sugerindo a realização de novas eleições (que o Syriza voltaria a ganhar, segundo as sondagens): "Há claramente uma questão relacionado com a recomposição do Governo e da maioria governante que aponta para novas eleições na altura devida."

16h40 Em Atenas, os gregos seguem os acontecimentos de coração nas mãos, como conta o jornalista Nick Malkoutzis. 

"A única coisa que se nota imediatamente é o silêncio. Poucos falam, muitos só param e pensam. É mais um sinal de como se está a interiorizar esta crise. Os gregos perguntam-se como chegaram aqui e como vão sair desta confusão, enquanto esperam para levantar o seu dinheiro. Perguntam-se se as suas poupanças vão estar lá da próxima vez que esperarem na fila ou se estarão noutra fila para receber a ajuda humanitária que o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, diz que a UE está pronta a entregar se houver uma Grexit."

16h32 O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, deu uma conferência de imprensa onde falou candidamente sobre a situação:

"Não consigo lembrar-me, em todos os meus anos na política europeia, de alguma  vez me ter cruzado com uma situação assim. Não é só uma velha decisão, é mesmo sobre a União Europeia."

"A grande maioria dos colegas no Parlamento Europeu apoiam a ideia de que uma 'Grexit' não é uma opção. Mesmo uma 'Grexit' temporária não é uma opção."

16h14 A Cimeira prossegue.

15h42 Falando em Finlândia, país que aparentemente tem sido um dos mais duros na negociação, o Expresso teve a oportunidade de falar esta manhã com uma repórter do maior jornal do país, o "Helsingin Sanomat", para explicar como estão os finlandeses a acompanhar a situação.

"O Governo garante que há união, mas há rumores de que os Verdadeiros Finlandeses terão chantageado os outros partidos dizendo que abandonarão o Governo se a sua posição relativamente ao resgate grego não for aceite", explica Anni Lassila. Recorde-se que o recém-formado Governo finlandês é composto por três partidos, dois de centro-direita (Partido do Centro e Partido da Coligação Nacional) e um eurocético (Verdadeiros Finlandeses). "A oposição de esquerda acha que o assunto é um escândalo e uma vergonha para a reputação da Finlândia. Do seu ponto de vista, ajudar a Grécia é um dever e uma necessidade."

No entanto, segundo relata Anni, não é essa a posição da maior parte dos finlandeses: "Há muito apoio à posição do Governo. Ninguém confia mais nas intenções dos gregos."

15h31 O ministro das Finanças finlandês, Alexander Stubb, avançou entretanto algumas das condições que o Eurogrupo terá acordado para que o pedido de resgate grego possa avançar:

- Novas medidas terão de ser aprovadas no Parlamento grego até ao dia 15 de julho (quarta-feira);
- Essas medidas têm de incluir mexidas no mercado laboral, pensões e impostos;
- As privatizações também serão uma das exigências - que, segundo Stubb, ocupam quatro pontos do documento acordado na reunião​.

15h26 E a reunião já começou:

15h23 Matteo Renzi à entrada: "A Europa arrisca-se a perder a confiança dos seus cidadãos."

E mais: "Estamos todos empenhados em conseguir um acordo que é sobre a Grécia, mas também sobre a Europa."

15h13 O Eurogrupo já terminou - e a cimeira de líderes terá assim início em breve. Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, foi breve ao resumir a situação:

"Avançámos muito, resolvemos muitos problemas, mas alguns problemas grandes continuam a existir."

Tudo está agora nas mãos dos líderes dos 19 países.

15h07 De Atenas chegam notícias cada vez mais negras. Responsáveis gregos já estarão a ponderar a manutenção do controlo de capitais durante pelo menos seis meses.

15h04 O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, falou abertamente sobre os propósitos da reunião: "Esta cimeira era para só ter acontecido se tivessemos de discutir um plano B, mas pelo que sei estamos a discutir todas as opções", disse. Muscat acrescentou ainda que não há unanimidade entre os líderes da zona euro e foi franco quanto à situação grega no euro: "A Grécia deve ficar na zona euro, mas não a qualquer preço", ecoando as palavras de Merkel.

14h53 Entretanto, novidades da reunião do Eurogrupo. Segundo o Expresso conseguiu apurar junto de fonte europeia, a proposta alemã de uma 'Grexit' temporária está a ser considerada e pode estar na declaração final dos ministros das Finanças da zona euro. 

14h45 A situação está longe de ser simples e a política interna dos vários países pode ter uma influência dramática nas posições que os líderes assumirão hoje na cimeira. É claro que o maior foco está em Angela Merkel, sobre quem se tem escrito que seguirá uma linha menos dura do que a do seu ministro das Finanças relativamente à Grécia (será mesmo assim?).

Mas como a situação é mesmo complexa - nós avisámos - ainda há a considerar o aliado da CDU de Merkel, o social-democrata SPD. O francês "Le Monde" muda o foco e deixa-nos hoje um artigo bastante interessante sobre o partido aliado da coligação governativa alemã e as posições do seu líder Sigmar Gabriel que contrastam por vezes com as dos restantes partidos socialistas e sociais-democratas europeus nesta questão. Vários sociais-democratas alemães criticaram hoje, inclusivamente, a ideia de uma 'Grexit' temporária, que teria sido levantada por Schauble.

Aqui fica um excerto, sobre a situação do SPD relativamente ao referendo grego:

"O presidente do SPD preconiza uma saída da Grécia da zona euro. Os seus camaradas não lhe retribuem. Na segunda-feira, depois de uma agitada reunião dos dirigentes do partido, Sigmar Gabriel traz novas nuances. É preciso reconstruir as pontes com a Grécia."

14h29 E agora é a vez de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia: "Hoje vamos trabalhar até ao último milissegundo", declarou, acrescentando que chega ao encontro com "um espírito lutador". 

14h27 François Hollande, o Presidente francês, opta por um discurso mais otimista: "A França irá fazer tudo para que haja um acordo", diz. E coloca de lado a ideia de uma 'Grexit' temporária: "Ou é Grexit ou não é."

14h25 E agora Angela Merkel. A chanceler alemã diz em alemão que a situação é "extremamente difícil" e prevê uma discussão dura. Mais ainda:

"A moeda mais importante já foi perdida: a confiança", disse a chanceler. "Não haverá um acordo a qualquer preço."

14h20 Alexis Tsipras já chegou a Bruxelas para a reunião da cimeira de líderes.

"Estou aqui para um compromisso honesto. Devemos isso aos povos da Europa que querem uma Europa unida e não dividida. Podemos chegar a um acordo esta noite se todas as partes o quiserem", disse o primeiro-ministro grego.

14h11 Enquanto não termina a reunião do Eurogrupo, aqui ficam algumas fotografias do início do encontro. 

O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, com o homólogo alemão, Wolfgang Schauble
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O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, com o homólogo alemão, Wolfgang Schauble

OLIVIER HOSLET

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, em amena cavaqueira com o ministro das Finanças finlandês, Alexander Stubb
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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, em amena cavaqueira com o ministro das Finanças finlandês, Alexander Stubb

OLIVIER HOSLET

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, esteve bastante tempo à conversa com o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, a avaliar pelas fotografias
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A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, esteve bastante tempo à conversa com o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, a avaliar pelas fotografias

OLIVIER HOSLET

A delegação alemã neste Eurogrupo
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A delegação alemã neste Eurogrupo

ERIC VIDAL

13h58 Esta é a foto da primeira página do diário grego "Kathimerini" hoje. Tsipras tem razões para estar esgotado: ao fim de cinco meses de negociações, não há ainda acordo à vista.

13h47 Alexis Tsipras talvez tenha conseguido finalmente o aliado que procurava em Matteo Renzi, o primeiro-ministro italiano. Em declarações ao jornal "Il Mesaggero", Renzi declarou esta manhã que "a Itália não quer a Grécia fora do euro." "À Alemanha eu digo: já chega."

O primeiro-ministro italiano adota assim a mensagem mais dura que fontes do seu Governo tinham garantido que iria tomar este domingo, nomeadamente na cimeira de líderes europeus. "Humilhar um parceiro europeu, depois da Grécia ter cedido em praticamente tudo é impensável", declarou Renzi. Repetirá estas declarações à chanceler alemã Angela Merkel?

13h40 Depois de mais de três horas de reunião, a agência Reuters revelou parte de um documento que estará alegadamente a ser analisado dentro do Eurogrupo. Nele, são exigidas mais medidas ao Governo grego, que terá de se comprometer, entre outros pontos, com:

- compromisso de excedente orçamental de 3,5% do PIB para 2018;
- reformas "ambiciosas" nas pensões
- maior programa de privatizações, com "governação melhorada"
- maiores compromissos nas reformas laborais, nomeadamente em termos de "contratação coletiva de trabalho, ação industrial e despedimentos coletivos"

Relembramos mais uma vez que esta é uma informação avançada pela Reuters e não confirmada oficialmente.

13h30 Bom dia! Depois de uma reunião do Eurogrupo neste sábado que foi absolutamente inconclusiva, mas aparentemente quente - com documentos alemães sobre uma 'Grexit' temporária e uma postura mais dura do representante finlandês - os ministros europeus estão novamente reunidos. Às 16h (15h em Lisboa) terá início a cimeira da zona euro com os chefes de Estado europeus, onde o ponto principal na agenda continuará a ser só um: Grécia, Grécia, Grécia. Cá estaremos para acompanhar os desenvolvimentos, ao minuto.