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Internacional

Antigo embaixador papal falta a julgamento de pedofilia devido a "doença súbita"

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Sala de audiências onde Jozef Wesolowski deveria ter tido o seu primeiro julgamento por pedofilia

L'OSSERVATORE ROMANO/HANDOUT

JozefWesolowskié acusado de ter abusado de menores durante os anos em representavao Vaticano na República Dominicana. Caso seja considerado culpado, enfrenta cinco asete anos de prisão

O arcebispo polaco Jozef Wesolowski, acusado de abuso sexual de menores, não compareceu esta manhã no Tribunal do Vaticano por "motivos de doença súbita". O primeiro julgamento por pedofilia da Santa Sé foi assim adiado.

"O tribunal tomou a devida nota do impedimento da presença do arguido, por motivo de aparecimento de uma doença súbita e a sua consequente transferência para um hospital público onde encontra-se neste momento em cuidados intensivos", lê-se no comunicado divulgado pelo Vaticano.

Embora os detalhes da doença de Wesolowski não sejam conhecidos, fontes do Vaticano indicam que o arcebispo e ex-embaixador papal sofria de problemas cardíacos.

O julgamento terá de ser assim adiado para setembro, depois das férias de verão, caso o estado de saúde de Wesolowski melhore.

Arcebispo Josef Wesolowski, de 66 anos

Arcebispo Josef Wesolowski, de 66 anos

STRINGER/REUTERS

Arcebispo acusado de corromper os adolescentes
Apesar de o polaco não ter comparecido, o Tribunal divulgou detalhes relativos às acusações que enfrenta. Em primeiro lugar, Wesolowski é acusado de ter abusado de menores durante cinco anos, entre 2008 e 2013, altura em representava o Vaticano na República Dominicana. Alegadamente, o arcebispo frequentava habitualmente uma área de São Domingos conhecida pela prostituição infantil.

O procurador dominicano acusa-o também de corromper os adolescentes e induzi-los a cometer atos libidinosos e subornar crianças com dificuldades financeiras. Wesolowski é acusado de oferecer-lhes dinheiro, ou num caso específico, medicamentos para tratamento de epilepsia em troca de sexo.

Além disto, Wesolowski é acusado de armazenar grandes quantidades de pornografia infantil, de causar graves danos mentais aos menores e ainda, de cultivar comportamentos ofensivos, nomeadamente contra a fé cristã.

Caso seja considerado culpado, Wesolowski enfrenta uma pena de prisão que vai de cinco a sete anos.