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Iémen entra em trégua. Objetivo: ajudar 21 milhões de pessoas necessitadas

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Menino olha para a fotografia, numa escola usada como abrigo para os iemenitas desalojados

KHALED ABDULLAH / REUTERS

Em apenas três meses de conflito, morreram mais de três mil pessoas

Depois de várias insistências das Nações Unidas, os rebeldes houtis e a coligação internacional liderada pela Arábia Saudita acordaram um cessar-fogo temporário no Iémen, onde as condições humanitárias estão gravemente deterioradas. A trégua tem por objetivo ajudar as cerca de 21 milhões de pessoas que precisam de auxílio e deverá começar ainda esta sexta-feira, às 23h59 de Sana (21h59 em Lisboa). 

As Nações Unidas esperam que a pausa do conflito dure pelo menos até 17 de julho, último dia do Ramadão, o sagrado mês dos muçulmanos. 

A coligação internacional liderada pela Arábia Saudita interveio no Iémen em março, com o objetivo de expulsar os rebeldes e restaurar o governo do exilado presidente, Abd-Rabbu Mansour Hadi. Em apenas três meses de conflito, morreram mais de três mil pessoas. 

As forças pró-governamentais cercaram as principais cidades iemenitas tomadas pelos rebeldes, para prevenir a chegada de armamento, mas os constantes bombardeamentos criaram um desastre humanitário no país, onde se crê que mais de 80% da população precisa de ajuda. As Nações Unidas classificaram esta guerra com o nível três, o mais severo.