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FBI salva o 4 de julho de um possível derrame de sangue pelo Estado Islâmico

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Diretor do FBI, acredita que o seu trabalho impediu muitas pessoas de serem mortas

CRISTOBAL HERRERA/EPA

O grupo radical está sempre no ombro dos seus seguidores, como que "um diabo a dizer 'mata! mata! mata!'", diz o diretor da polícia federal que, nas últimas quatro semanas, deteve "mais de 10" homens suspeitos de planearem ataques terroristas

Enquanto a população norte-americana preparava-se para celebrar o Dia da Independência, a 4 de julho, a Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI) investigava e detinha suspeitos que planeavam ataques terroristas, em ligação com o autodenominado Estado Islâmico (Daesh). 

James Comey, Diretor do FBI, disse que "mais de 10 indivíduos" foram presos e confessou acreditar que o seu trabalho impediu muitas pessoas de serem mortas, "provavelmente em ligação do 4 de julho". 

Das detenções sabe-se pouco. Comey apenas informou que cinco delas deram-se em Nova Iorque e duas em Boston. Suspeita-se que estes homens tenham sido inspirados pelo Daesh para levar a cabo ataques não só no feriado, mas durante todo o período do Ramadão muçulmano. 

Comey explicou que existem dois aspetos que dificultam ao FBI a investigação do Daesh. A primeira prende-se como facto dos seus ataques serem quase sempre efetuados "no calor do momento", sem grandes preparativos. A segunda tem a ver com a forma de comunicação entre os Daesh e os seus seguidores, que se dá através do Twitter e aplicações de mensagens encriptadas. Estas últimas transformam o texto em cifras indecifráveis para quem não conhece a respetiva codificação.

"Daesh deixa as mensagens no Twitter", explica Comey, "e o resto da comunicação continua através de aplicações móveis encriptadas", como por exemplo o WhatsApp ou o Threema.

Estes meios sociais, segundo Comey, fazem com que qualquer simpatizante do Daesh tenha sempre ao seu ombro um "diabo a dizer 'mata! mata! mata!'". 

Segundo Comey, os apoiantes do Daesh têm um perfil muito variado que vai desde os adolescentes a homens com mais de 60 anos, provenientes de diferentes origens sociais. 

Comey disse ainda que os funcionários do Twitter têm colaborado com o FBI para tentar impedir o uso deste meio por parte do Daesh, mas o grupo tem conseguido ultrapassar todos os bloqueios, criando novas contas. Contudo, há deputados que são de uma opinião diferente e defendem que para seguir os passos do Daesh e perceber os seus planos, é melhor deixa-los usar o Twitter.