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Merkel: “Perdão clássico da dívida grega está fora de questão”

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FABRIZIO BENSCH / REUTERS

Apesar dos apelos de Washington, FMI e Conselho Europeu, a chanceler alemã recusa a reestruturação da dívida helénica nos moldes clássicos

Angela Merkel continua a mostrar-se pouco flexível quanto à possibilidade de se incluir um perdão da dívida helénica num acordo entre a Grécia e os credores. "Eu já disse que um perdão clássico da dívida está fora de questão para mim. A minha opinião não mudou entre ontem e hoje", declarou esta quinta-feira a chanceler alemã, citada pela Reuters

"Em 2012, lidámos com a questão da sustentabilidade da dívida. Nós estendemos os prazos quanto ao reembolso dos empréstimos do Mecanismo Europeu de Estabilidade para 2020. Portanto, não estamos a lidar com a sustentabilidade da dívida pela primeira vez", acrescentou.

A chanceler alemã mostrou-se assim contra a opinião manifestada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que defendeu esta quinta-feira que um acordo entre o governo de Alexis Tsipras e os credores devia incluir a reestruturação da dívida. "Uma proposta realista de Atenas precisa de corresponder a uma proposta igualmente realista dos credores em relação à sustentabilidade da dívida . Só assim haverá uma situação em que todos ganham."

Também a líder do FMI, Christine Lagarde, reiterou quarta-feira que a dívida grega não é "sustentável", sendo vital apostar na sua reestruturação - tese que foi defendida num relatório publicado pelo organismo três dias antes do referendo de domingo.

O secretário do Tesouro norte-americano, Jack Lew, sustentou igualmente que Atenas deve apresentar propostas viáveis para que a "Europa aceite a reestruturação da dívida" de Atenas, mas sublinhou que deixar cair a Grécia é um erro geopolítico.

O Executivo grego tem que apresentar até à meia-noite um conjunto de propostas para as instituições credoras, estando a trabalhar em conjunto com uma delegação de Paris. Domingo será um dia decisivo para Atenas: há cimeira europeia.