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Carolina do Sul aprova retirada da bandeira da Confederação do Capitólio

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FOTO Tami Chappell / Reuters

A bandeira, considerada símbolo da escravatura, foi muito contestada após o ataque à Igreja Emanuel Metodista Episcopal Africana de Charleston

A polémica bandeira da Confederação, que constituía um símbolo da escravatura, será retirada em breve do edifício do Capitólio no Estado da Carolina do Sul, nos EUA. A medida foi aprovada na quarta-feira, com 94 votos a favor e 20 contra, pela Câmara dos Representantes do Estado norte-americano.

Foi num ambiente tenso que se realizou o debate - que começou às 10h e culminou com a votação quando o relógio já marcava uma da manhã - , com parte da ala republicana a apelar ao voto a favor. A governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, também já se tinha manifestado a favor da retirada da bandeira do Capitólio, à semelhança do Presidente norte-americano, Barack Obama.

“Se não vos comove o sofrimento do povo de Charleston não têm coração”, afirmou na Câmara a republicana Jenny Anderson, citada pela Reuters.

Com a representação do Exército do Sul da Guerra Civil Americana, a bandeira constituía um símbolo da escravatura que vigorou durante 150 anos. Transformou-se num alvo de contestação por parte de milhares de manifestantes na região, após o tiroteio do passado dia 17 de junho na Igreja Emanuel Metodista Episcopal Africana de Charleston, uma das mais antigas congregações negras no sul dos EUA.

Dylann Roof, de 21 anos, declarou-se culpado pelo ataque à igreja afro-americana, que causou a morte a seis mulheres e três homens, incluindo o pastor da igreja, Clementa Pinckney.

O autor do massacre arrisca-se a enfrentar a pena de morte. A própria governadora da Carolina do Sul já defendera que o seu responsável merece ser punido com a pena capital por tratar-se de um "crime de ódio racial".