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“Alta probabilidade” de novo ataque: Reino Unido aconselha britânicos a deixarem a Tunísia

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Atirador do massacre do dia 26 de junho foi morto pelas forças de segurança

FOTO J Mitchell/Getty Images

O ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido lança alerta. A ameaça terrorista na Tunísia é real e há uma probabilidade alta de ocorrer um novo ataque naquele país, depois do massacre num resort de Sousse de há 13 dias

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

Todos os cidadãos britânicos devem sair da Tunísia. O aviso é do ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido Philip Hammond. A justificação para o alerta é que a repetição de um ataque terrorista naquele país é "altamente provável", muito embora, ressalve o ministro, não tem indicação de uma ameaça "específica" ou que a mesma esteja "iminente", noticia a BBC.

O ministério reforça, em comunicado, estar a trabalhar em "estreita colaboração" com as autoridades do país desde o ataque em Sousse. A "boa cooperação"  com o governo tunisino permitiu aos serviços de inteligência chegar a este aviso. 

As viagens que "não sejam essenciais" são totalmente desaconselhadas pelo ministério. Há cinco pontos críticos a evitar: toda a área do parque nacional "Chaambi Mountain", as cidades Ghardimaou, Hazoua e Sakiet Sidi Youssef, a noroeste junto à fronteira com a Argélia, toda a zona militarizada do sul, à execção das cidades de El Borma e Dhehiba, e nos 5 km da zona de fronteira com a Líbia desde o norte do posto fronteiriço de Dhehiba (não inclui a passagem de fronteira da cidade líbia de Ras Ajdir).

O ministério aconselha os viajantes a contactarem o seu respetivo operador turístico, uma vez que "já estão a tratar de providenciar voos adicionais e irão organizar as partidas dos seus clientes". Quem viaja de forma independente, tem à disposição a assistência consular através da embaixada britânica em Tunes.

País em estado de emergência cria muro de contenção

O presidente Beji Caid Essebi decretou o estado de emergência no passado dia 4, reforçando, desta forma, o poder das autoridades e Forças Armadas para travar o avanço dos jiadistas do daesh (autoproclamado Estado Islâmico). O grupo reivindicou o atentado do passado dia 26 de junho, numa praia privativa de um hotel em Sousse, na costa oriental da Tunísia.

O atirador, Saif Rezgui, que irrompeu na zona balnear, matou 38 pessoas e deixou outras 36 feridas antes de ter sido abatido pela polícia. Trinta das vítimas tinham nacionalidade britânica e uma portuguesa, de 76 anos, perdeu também a vida, ao quinto dia de férias. O homem teve treino de manuseamento de armas na Líbia, indicava dias depois o secretário de Estado de Segurança da Tunísia, Rafik Chelli.

O chefe da diplomacia britânica ressalva que o reforço da segurança no país não oferece "adequada proteção".

O primeiro-ministro tunisino anunciou ontem à nação a construção de um muro para travar a entrada de militantes radicais. Terá 160 quilómetros e já começou a ser erguido na fornteira com a Líbia.

Encontro de embaixadores da UE em Tunes
O Expresso sabe que houve um encontro de embaixadores dos países da União Europeia (UE) em Tunes. Na capital tunisina, circulam rumores de que um dos próximos alvos poderá ser uma empresa estrangeira.

Estima-se que estejam na Tunísia entre 2500 e 3000 turistas britânicos, segundo a informação divulgada pela BBC.

Amanhã é a última sexta-feira do Ramadão.