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Maioria dos feridos em Gaza são crianças

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Menina de cinco anos sorri para a fotografia, junto à sua casa destruída no conflito entre os palestinianos e os israelitas, a sul do campo de refugiados Jabaliya, norte da Faixa de Gaza

MOHAMMED SABER / EPA

Os Médicos Sem Fronteiras relatam esta quarta-feira que a maioria dos feridos que trata são crianças. Nos 50 dias da última ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza crianças também foram a grande vítima, tendo morrido mais de 500

A maioria dos feridos no conflito em Gaza, que ainda recebe tratamento dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), ao fim de um ano, são crianças, afirmou esta quarta-feira a organização, que acusa a ocupação israelita de "privar os palestinianos de futuro". 

Nos 50 dias que durou a mais recente ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza, a terceira em sete anos, morreram mais de dois mil palestinianos, incluindo 551 crianças, enquanto do lado israelita morreram 73 pessoas, a maior parte (67) soldados. 

Mais de 10 000 palestinianos ficaram feridos "incluindo 7.000 mulheres e crianças", segundo os MSF -- no enclave com 1,8 milhões de habitantes, 70% dos quais com menos de 30 anos. 

Um ano depois da ofensiva militar, "a maioria dos doentes com necessidade de cirurgias ou fisioterapia, relacionadas com os ferimentos de guerra, tem menos de 18 anos", diz a ONG. 

Segundo a ONU, centenas de milhares de habitantes de Gaza precisam de cuidados médicos ou apoio psicológico. Contudo, segundo os MSF, "70 estruturas de saúde foram parcialmente ou totalmente destruídas durante a ofensiva" e a reconstrução está parada. 

Por outro lado, cerca de 18 000 habitações ficaram totalmente ou parcialmente destruídas, com 100 000 habitantes de Gaza alojados em abrigos precários, depois de a ONU ter fechado os seus centros de acolhimento.