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Lagarde. Situação da Grécia exige “reestruturação” da dívida

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De acordo com o FMI, liderado por Christine Lagarde, a taxa de desemprego manter-se-á em Portugal acima dos 10% até 2020, pelo menos

JIM LO SCALZO / EPA

A crise é “aguda” e precisa ser tratada com “seriedade e prontamente”, defende a diretora-geral do FMI numa conferência em Washington

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O caso grego exige uma "reestruturação" da dívida para que esta se torne "viável", defendeu esta quarta-feira a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) numa conferência na Brookings Institution, em Washington. A chanceler alemã Angela Merkel, que tem estado de pé atrás sobre esta opção, deixou ontem a porta aberta a uma eventual discussão de um alívio da dívida. Mas deixou claro que nem sequer será considerada uma hipótese nesse sentido sem que o Governo helénico cumpra primeiro as obrigações.

Alexis Tsipras comprometeu-se na terça-feira a apresentar um novo programa aprimorado, com "reformas credíveis" depois da posição de força assumida pelos líderes da zona euro na cimeira de emergência. Tem até às 24h00 de quinta-feira para fazê-lo. A carta com o pedido oficial de um terceiro resgate, através do Mecanismo de Estabilidade Europeu, chegou esta manhã a Bruxelas.

Christine Lagarde salientou que a "Grécia vive uma situação de crise aguda que necessita de ser tratada com seriedade e prontamente". A Grécia falhou o reembolso de 1,5 mil milhões ao FMI que deveria ter sido pago até ao último dia do mês de junho. Ainda assim, Lagarde garante que o FMI continua "plenamente empenhado" na procura de uma solução para o país.

Num discurso nesta quarta-feira no Parlamento Europeu, o chefe do Governo helénico voltou a referir-se à vitória do “não” do referendo para dizer que esse sinal do povo grego não significa uma "rutura" com a Europa. Antes, a voz para um acordo "justo". Tsipras reforçou que precisam de um programa que aposte no crescimento.