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EUA dizem que só estão a treinar 60 sírios para combater o Estado Islâmico

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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, avançou o número de sírios que estão a ser treinados pelos Estados Unidos, admitindo estar longe do objetivo traçado

KEVIN LAMARQUE/REUTERS

Programa previa o treino de cerca de 5.400 combatentes num ano. Para o secretário da Defesa, o problema está nos apertados critérios no recrutamento

Apenas 60 sírios estão a receber treino dos Estados Unidos para combater o autodenominado Estado Islâmico (Daesh), um número distante dos 5.400 combatentes que se estimava que fossem treinados pelos americanos. O número foi avançado esta terça-feira pelo secretário da Defesa, Ashton Carter, admitindo que o número “é muito menor" do que aquilo que era esperado "nesta altura".

Em janeiro, o Pentágono disse que cerca de 5.400 rebeldes sírios seriam treinados e armados no primeiro ano do programa de treino, para o qual foram alocados 500 milhões de dólares (455 milhões de euros). 

A iniciativa fazia parte da estratégia do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para envolver os parceiros locais no combate contra o Daesh. "Sabemos que este programa é essencial. Precisamos de um parceiro no terreno na Síria para garantir que o Estado Islâmico seja permanentemente derrotado", acrescentou Ashton Carter.

Segundo o diário britânico “The Guardian”, o secretário da Defesa disse que o baixo número de recrutados se deve aos critérios que são impostos na escolha dos combatentes, acrescentando que atualmente há sete mil potenciais candidatos a serem escrutinados pelos Estados Unidos. Entre os critérios está a necessidade de assegurar que os combatentes estão comprometidos a combater o autodenominado Estado Islâmico e em oposição ao regime de Bashar al-Assad, de acordo com a CNN.

“Dado o baixo número de combatentes sírios recrutados e treinados até agora, duvido que consigamos alcançar o nosso objetivo de treinar alguns milhares este ano”, disse o senador americano John McCain, presidente do Comité das Forças Armadas no Senado, citado pela Al-Jazeera.

Alguns líderes rebeldes sírios defendem que a força que os Estados Unidos estão a treinar corre o risco de disseminar divisões e que não terá sucesso se não tiver como alvo direto as forças governamentais sírias, segundo a Al-Jazeera.

John McCain insistiu com Ashton Carter, questionando se a administração de Obama prometeu aos recrutas que os Estados Unidos os vão "defender contra as bombas de barril de Bashar al-Assad”. Citado pelo diário "The Guardian", o secretário da Defesa foi evasivo na resposta e defendeu que essa questão – se os rebeldes sítios treinados pelos Estados Unidos vão combater as forças do regime ou apenas o Daesh – só se coloca quando os Estados Unidos "introduzirem combatentes no campo”.