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Mulher espanhola detida por recrutar raparigas para o Estado Islâmico

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A polícia espanhola deteve este terça-feira em Lanzarote uma mulher que enviava raparigas pré-adolescentes e adolescentes para a Síria, onde eram obrigadas a casar com jiadistas ou a policiar outras mulheres.

O Ministério do Interior espanhol comunicou que a detida, de origem espanhola, recebia instruções do Daesh para encontrar jovens, radicalizá-las e depois planear a viagem para a Síria, com o auxílio de outros colaboradores dos jiadistas.

As raparigas, ao chegarem à Síria, eram exploradas sexualmente, transformadas em polícia de costumes da sharia -  a lei islâmica - ou até mesmo usadas em unidades de combate.

De acordo com o ministério espanhol, o país tem sido um dos países usados pelo Daesh no recrutamento de militantes. Desde o ínicio do ano, já foram detidas em Espanha 40 pessoas com ligações ao Daesh.

A operação que levou à detenção da mulher continua em curso na ilha de Lanzarote e segue-se a outras semelhantes em Ceuta, Melila e Catalunha, onde cerca de dez pessoas foram detidas.

Jorge Fernandez Diaz, ministro do Interior espanhol, declarou ainda que 116 espanhóis integram organizações radicais como o Daesh ou a Al-Qaeda.