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Líder do Eurogrupo aguarda "proposta credível" dos gregos

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Jeroen Dijsselbloem

YVES HERMAN / REUTERS

À entrada da reunião do Eurogrupo, os participantes revelam expectativas baixas quanto à possibilidade de ser alcançado hoje um acordo entre a Grécia  e os credores.  Jeroen Dijsselbloem avisa que são precisas "propostas credíveis" do lado helénico   

É com cautela que os ministros das Finanças da zona euro se manifestam sobre um eventual acordo com a Grécia, após mais de cinco meses de negociações infrutíferas e da vitória do “não” no referendo do passado domingo.

À entrada da reunião do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem disse esperar "propostas credíveis" do governo grego, embora admita que seja difícil concluir para já um acordo. "O voto no “não” significa a rejeição das propostas antigas. A situação fica mais difícil. Continuamos à espera de propostas credíveis", declarou o presidente do Eurogrupo.

Garantindo que todos os membros estão interessados em manter a coesão da zona euro, Dijsselbloem alertou para o risco de uma saída da Grécia da zona da moeda única. "Não podemos ter um resultado que afete a nossa credibilidade e o futuro da Grécia e da zona euro. É preciso uma solução", indicou.

Questionado sobre se a demissão de Varoufakis iria facilitar as negociações, o líder do Eurogrupo respondeu que o que está em causa não são personalidades, mas questões políticas.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, defendeu por seu turno que o Grexit [saída da Grécia da zona euro] não pode ser excluído, insistindo na necessidade de reforma scredíveis. "O futuro da Grécia dependerá muito do tipo de propostas que eles apresentarem. Será um pacote de medidas credíveis e abrangentes? Precisamos se restaurar a confiança entre as 19 democracia da zona euro", sublinhou Valdis Dombrovskis.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, defendeu que a saída da Grécia da zona euro seria um "falhanço total e coletivo", sendo necessário que o país apresente propostas passíveis de serem aceites pelos credores. "Este Eurogrupo não é sobre a reestruturação da dívida, mas sobre a forma de ultrapassarmos este impasse. Continuamos disponíveis para dialogar, mas a Grécia precisa de mostrar vontade de seguir em frente", sinalizou Moscovici.

Também o ministro das Finanças eslovaco, Peter Kazimir, se mostrou cético em relação à hipótese de ser alcançado esta terça-feira um acordo, defendendo que a solução passa por outro tipo de negociação. "A situação chega ao ponto em que só será possível alcançar um acordo viável ap mais alto nível político", concluiu.