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Italianos garantem que a Grécia pediu €7 mil milhões

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Mensagem para a Grécia no Largo Camões, em Lisboa

RAFAEL MARCHANTE / Reuters

Notícia surge um dia depois de o Banco Central Europeu ter endurecido a posição face à Grécia. Tsipras e o seu novo ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, estão esta terça-feira em Bruxelas

O primeiro-ministro grego terá solicitado um empréstimo de sete mil milhões de euros aos credores para poder respeitar os compromissos financeiros do país. A notícia é avançada pela agência italiana ANSA, que cita fontes europeias. Não há ainda confirmação da parte de Atenas - e os jornais gregos citam igualmente a ANSA nas notícias que publicaram.

Numa altura em que a Grécia enfrenta sérios problemas de liquidez, esse financiamento servirá para evitar que o país entre em incumprimento.

A linha de emergência de liquidez - conhecida pela sigla ELA em inglês - a que podem recorrer os bancos gregos junto do Banco Central do país não foi aumentada, ao contrário do que vem pedindo o governador do Banco Central da Grécia e o governo de Atenas. E, numa decisão nova, os banqueiros centrais do euro decidiram segunda-feira "ajustar" o nível do hair cut (da redução) que aplicam ao valor dos colaterais (das garantias) que os bancos helénicos apresentam para pedir esses financiamentos de emergência. Foram as duas primeiras decisões que tomaram depois de conhecidos os resultados do referendo na Grécia.

Alexis Tsipras e Euclid Tsakalotos estão esta terça-feira em Bruxelas: há reunião do Eurogrupo e depois dos chefes de governo e Estado da zona euro. É um dia que pode trazer alguma luz sobre o futuro da Grécia no euro.

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