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Internacional

Islamitas somalis matam 14 pessoas no Quénia

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Os soldados quenianos não têm conseguido evitar os ataques do grupo

NOOR KHAMIS/REUTERS

O ataque a trabalhadores de uma pedreira ocorreu perto da fronteira com a Somália e foi reivindicado pelo Al-Shabaab, o grupo islamita que esteve por detrás do atentado de abril na universidade queniana de Garissa.

Homens armados atacaram com granadas, na madrugada desta terça-feira, um complexo residencial na remota aldeia de Soko Mbuzi, no norte do Quénia. Mataram 14 e feriram outros 11 trabalhadores de uma pedreira, num ataque foi entretanto reivindicado pelo grupo islamita somali Al-Shabaab.

“Nós estivemos por detrás do ataque de Mandera (cidade próxima da aldeia). Nós matámos cerca de dez cristãos quenianos”, afirmou à agência Reuters Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz do grupo. “Isto é parte das nossas operações em curso contra o Quénia”, acrescentou.

Os homens armados utilizaram um cocktail molotov para destruir o portão de entrada do complexo, para dentro do qual atiraram de seguida granadas, ao mesmo tempo que alvejavam os trabalhadores que tentaram fugir.

O ataque, ocorrido semanas antes da visita do Presidente norte-americano Barack Obama ao Quénia, enquadra-se num padrão de atuação do Al- Shabaab que têm por alvo trabalhadores não locais que se encontrem na região maioritariamente muçulmano próxima da fronteira com a Somália

O ataque mais mortífero ocorreu em abril quando o grupo matou 148 pessoas na universidade queniana do condado de Garissa.