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Foi há dez anos que Londres percebeu não estar a salvo da Al-Qaeda

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52 pilares foram colocados no Hyde Park em memória das vítimas

GETTY

Os ataques concertados de quatro bombistas suicidas, que mataram 52 pessoas nos transportes londrinos há precisamente uma década, são lembrados esta terça-feira em diversas cerimónias. Acontecem cerca de duas semanas depois de 30 britânicos terem morrido no atentado ocorrido numa praia tunisina

Foi há precisamente dez anos que os atentados concertados de quatro bombistas suicidas ligados à Al-Qaeda tiveram lugar nos transportes públicos londrinos durante a hora de ponta fazendo 52 mortos e 700 feridos.

Eram cerca de 8h50 da manhã quando três bombas deflagraram quase em simultâneo em três locais do metropolitano. Uma hora depois, o último engenho explodia num autocarro londrino.

Foi o mais grave ataque terrorista a ter lugar em solo britânico, desde o ataque ao avião da Pan Am na Escócia de 1988, e o primeiro levado a cabo por radicais islâmicos, o que daí por diante criou enormes receios de novos ataques do género, num país que possui uma numerosa comunidade de imigrantes muçulmanos.

Cameron diz a ameaça continua a ser tão real como mortal
“Dez anos depois dos ataques a Londres de 7 do 7, a ameaça continua a ser tão real como mortal – o assassinato de 30 britânicos que se encontravam de férias na Tunísia é uma brutal lembrança desse facto. Mas nunca nos iremos acobardar perante o terrorismo”, escreveu o primeiro-ministro britânico, David Cameron, numa mensagem publicada no Tweeter.

Cameron participa na cerimónia religiosa que estava previsto começar às 10h30 na catedral de São Paulo com a presença de familiares das vítimas.

Às 11h30 será respeitado um minuto de silêncio em todo o país.

Às 14h30 haverá uma cerimónia pública de homenagem no Hyde Park, onde foi colocado um monumento com 52 pilares em memórias das vítimas dos atentados.