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Atenas à procura da “última saída”. Tsipras garante proposta até sexta-feira

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FOTO YVES HERMAN/REUTERS

Num contraste com os sinais dramáticos enviados por Juncker e Donald Tusk, o primeiro-ministro grego descreveu uma “atmosfera positiva” na cimeira de emergência do euro e assegurou que o governo grego será célere

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

"A discussão decorreu numa atmosfera positiva". Foi desta forma que Alexis Tsipras descreveu o ambiente vivido na cimeira de emergência da zona euro, num contraste com o tom das declarações do presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker e o presidente do Conselho Europeu Donald Tusk. O tempo esgota-se e a partir daqui são cinco dias críticos para que se chegue um acordo. Caso contrário, vislumbra-se um Grexit [saída da Grécia do euro]. Pela primeira vez esta opção foi oficialmente assumida. Mais: nas palavras de Juncker já está preparado e ao pormenor.

À saída da reunião desta terça-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro disse que a Grécia estava à procura da "última saída" para a crise da dívida com uma proposta de reforma. Uma proposta que, garantiu, chegará o mais tardar até sexta-feira. 

"O processo será rápido. Tem início nas próximas horas, com o objetivo de que seja concluída até ao final da semana", afirmou aos jornalistas e deixou uma promessa. O lado grego "irá continuar o esforço" com uma "forte arma" - o veredicto do povo grego. Ou seja, "a vontade da esmagadora maioria por um acordo viável que ponha fim à discussão [sobre um Grexit] e ofereça finalmente uma perspectiva de saída da crise".

Alexis Tsipras participa esta quarta-feira de manhã num debate sobre a crise na Grécia no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. O próximo domingo será dia D. Dia de cimeira "decisiva", defendeu o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi. Uma reunião que envolverá os líderes dos 28 estados-membros da União Europeia.