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Rajoy lança repto de responsabilidade ao Governo grego

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FOTO Getty Images

Chefe do Governo espanhol reagiu aos resultados do referendo de domingo na Grécia. Mostra-se aberto às negociações dos credores, pede celeridade, fala de solidariedade mas também de retorno. A Grécia "tem de fazer reformas" e Tsipras de "assumir os compromissos".

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

Mariano Rajoy reagiu à vitória do "não" no referendo de domingo na Grécia, com reptos de "responsabilidade" e "celeridade". Numa entrevista televisiva, o chefe do Governo espanhol mostrou-se favorável a que sejam retomadas as negociações, depois de o Presidente francês François Holande e a chanceler alemã Angela Merkel terem anunciado essa abertura após o encontro desta tarde em Paris.

"Temos de acelerar, definir com clareza a forma como as negociações devem ter lugar porque não podemos continuar neste caminho. Nós negociámos, vamos continuar a negociar só que agora temos de concluir rapidamente as negociações", salientou em declarações esta segunda-feira à Telecinco. Em seguida, o primeiro-ministro grego deverá "cumprir os compromissos", salientou.

Alexis Tsipras comprometeu-se a apresentar novas propostas aos credores internacionais [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] na cimeira extraordinária da zona euro agendada para esta terça-feira.

Para Mariano Rajoy "não podemos criar uma Europa onde todos têm direitos e não haja obrigações". O fundamental é que a "solidariedade seja conjugada com a responsabilidade".  E acrescentou ainda: "A Grécia deve saber que estamos dispostos a ajudar, mas tem que fazer reformas". Reformas para que a Grécia "cresça e crie empregos", como fizeram a Irlanda, Portugal e Espanha, exemplificou. Admitiu que a situação na Grécia e o próprio referendo não abona  Espanha nem é boa para "nenhum dos países da União Europeia". Afetará, sim, reconheceu, mas "muito menos do que se não tivéssemos feito as reformas".

O líder deixou também uma mensagem de confiança na manutenção da moeda única. "Espanha continuará a ser uma parte fundamental do euro".