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O minuto a minuto do “não“ grego que acabou com um “lamentável” do Eurogrupo

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MARKO DJURICA / Reuters

O “não” venceu com 61% dos votos, deitando por terra as sondagens que falavam em empate técnico. Do lado europeu houve alfinetadas, com o vice-chanceler alemão a falar em “pontes destruídas”, e do lado grego uma mensagem de esperança na retoma das negociações. Recorde o minuto a minuto que o Expresso desenvolveu ao longo da noite

00h22 Com 98% dos votos apurados, o nosso acompanhamento ao minuto vai ficar por aqui. Muito obrigada por ter estar desse lado a acompanhar-nos!

00h10 A edição desta segunda-feira do "Financial Times" dá uma informação que deixa clara como a situação de liquidez dos bancos gregos está crítica: segundo o jornal, o Banco da Grécia está inclusivamente a ponderar a hipótese de reduzir o teto máximo dos levantamentos diários de 60€ para 20€.

23h58 Com apenas 3% dos votos por apurar, aqui ficam as capas de alguns dos jornais desta segunda-feira.

23h20 Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, considerou o resultado do referendo grego uma decisão "lamentável" e já confirmou que os ministros das Finanças da zona euro se irão reunir esta terça-feira.

22h50 Apesar do ambiente de festa nas ruas de Atenas, há quem tema o que pode acontecer amanhã, nomeadamente na reunião do BCE, que poderá ditar o fim da liquidez dos bancos gregos.

Panagiotis Laïnas partilhou com o Expresso por e-mail os seus receios: "As pessoas nas ruas estão felizes esta noite, mas também se preocupam com o seu futuro e o dos seus filhos", diz o engenheiro civil. "Esperamos que as instituições europeias não façam um ato de vingança contra o primeiro país que disse 'não'. O paciente grego depende do aparelho de apoio, que pode ser desligado ou não amanhã." Panagiotis diz que esta noite "tivemos a prova de que o coração venceu a razão".

Já a sua mulher, a tradutora Caroline Kirkinezos, está mais otimista: "Vejo alguma luz nesta paisagem escura que nos descrevem. Algumas coisas não serão fáceis, mas acho que o 'não' nos dá esperança na recuperação e no progresso."

22h45 O encontro de líderes europeus deverá ser precedido por uma reunião do Eurogrupo, mas esta ainda não está confirmada oficialmente.

22h20 Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, falará amanhã, em preparação para a cimeira de líderes, em tele conferência com restantes líderes de instituições europeias: Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu e Mario Draghi, governador do Banco Central Europeu. A Comissão confirma ainda que Juncker falará ao parlamento europeu na terça feira.

22h08 Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, já confirmou: cimeira de líderes europeus marcada para terça feira. O assunto Grécia será por isso discutido ao mais alto nível, entre os primeiros-ministros da União.

22h Segundo informações vindas de Atenas pela Joana Pereira Bastos, o Presidente grego vai encontrar-se com Tsipras dentro de meia hora. Com quase 90% dos votos contados, o "não" conquista 61,5% contra 38,5% do "sim". 

21h55 O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, continua falador hoje. Esta noite, em declarações à ARD, Schulz disse crer que é necessário "tentar todos os esforços para ficarmos juntos." Mas, mais do que isso, o presidente do Parlamento em Estrasburgo diz que se deve "falar num programa de ajuda humanitária [à Grécia] para amanhã ou para o dia a seguir", para que os mais pobres não paguem pelo "fanatismo que se tem visto a todos os níveis na Europa nos últimos meses."

21h50 Do lado dos credores, Peter Kazimir, ministro das Finanças eslovaco, não poupa nas palavras: "O pesadelo dos 'arquitetos do euro' de que um país pudesse sair do clube começa a parecer um cenário realístico, depois da Grécia ter votado 'não' hoje."

21h40 "De repente fez-me silêncio na praça Sintagma, assim que Alexis Tsipras começa a discursar na televisão", conta Joana Pereira Bastos.

"Regressamos à mesa de negociações amanhã", garantiu Tsipras. "A prioridade é retomar as operações bancárias". O primeiro-ministro grego acrescentou ainda que "a questão da dívida também estará em cima da mesa", citando depois o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que, segundo Tsipras, "confirma a posição grega da necessidade da reestruturação." 

21h35 Veja a fotogaleria do Expresso com os vários rostos, esta noite, em Atenas.

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Dimistris Michlakis / STRINGER / Reuters

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ORESTIS PANAGIOTOU

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JEAN-PAUL PELISSIER / Reuters

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MARKO DJURICA / Reuters

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STRINGER

21h28 Vários órgãos de comunicação social estão a avançar que François Hollande e Angela Merkel terão acordado convocar uma cimeira de líderes europeus para quarta feira. O Expresso ainda não conseguiu confirmar esta informação junto de fontes europeias, mas irá manter-se atento.

21h18 O anúncio provocou uma "explosão de alegria na praça Sintagma", conta Joana Pereira Bastos em Atenas.

"Milhares de pessoas gritam em uníssono: 'adeus, Samaras, adeus, Samaras!'".

21h16 E o resultado do referendo já provocou a primeira vítima. Antonis Samaras, ex-primeiro-ministro e líder do partido de centro-direita Nova Democracia anunciou a sua demissão. "Cada decisão difícil que tomei foi para prevenir o pior", disse, no discurso de demissão.

21h13 As imagens de Sintagma mostram a quantidade de pessoas que saiu à rua.

21h08 Em Atenas, "milhares de pessoas continuam a chegar à praça sintagma", conta-nos Joana Pereira Bastos. "Os três hotéis de 5 estrelas junto à praça colocam grades metálicas a proteger a entrada, por precaução."

"Ouvem-se muitos assobios assim que o ex-primeiro-ministro Antonis Samaras discursa nos ecrãs de televisão colocados nas esplanadas de Sintagma."

21h05 Não demorou muito até alguém, para lá do ministro russo, falar em saída do euro. Desta vez foi o analista da JP Morgan, Malcolm Barr: "Embora a situação seja fluida, nesta altura uma saída da Grécia do euro parece mais provável do que improvável", declarou, segundo conta a agência Reuters.

20h50 Pablo Iglésias, líder do partido espanhol Podemos, já se pronunciou sobre este resultado: "A democracia venceu na Grécia", declarou.

20h43 A bandeira portuguesa já está também na praça Syntagma, como conta a nossa enviada Joana Pereira Bastos:

"Stavros Stellas, um militante do Syriza de 60 anos, segura a bandeira com as cores de Portugal, porque os dois países, diz, atravessam o mesmo problema. 'A dívida dos países do sul é o lucro dos países do norte da Europa', diz."

20h40 O ministro das Finanças Yanis Varoufakis fez uma declaração otimista, dizendo que quer uma solução amigável, que o povo disse não a "cinco anos de hipocrisia" e que irá falar com os credores de forma "positiva". Mas Varoufakis também esteve ao ataque: "durante cinco meses os credores recusaram negociações substanciais, impuseram o fecho de bancos, planearam a nossa humilhação."

20h35 O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, faz declarações duríssimas relativamente ao resultado do referendo grego: segundo ele, Tsipras "demoliu as últimas pontes sobre as quais a Europa e a Grécia podiam ter caminhado para um compromisso". 

20h25 "Não sabemos como vai ser o próximo dia. Possivelmente será um dia difícil, de novos começos. Mas agora estamos mais fortes", diz ao Expresso Ioanna Makri, uma estudante de 24 anos, que vive em Atenas mas foi hoje votar à sua cidade natal, Retimno, em Creta. "Sinto-me muito, muito orgulhosa dos gregos hoje! Hoje temos esperança."

20h18 "Quando o telefone toca..." é possível que seja Alexis Tsipras do outro lado. O primeiro-ministro grego terá telefonado ao Presidente francês François Hollande. Não é conhecido o teor da conversa, mas o Governo francês assumiu a semana passada uma postura de "moderador" do problema grego, reforçando a necessidade de voltar à mesa de negociações.

20h10 "Agora é altura de começar a tentar um acordo outra vez. Mas não há saída do labirinto grego com uma Europa débil que não cresce", tweetou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano Paolo Gentiloni. Também o seu homólogo belga, Johan Van Overtveldt, reagiu, dizendo que a confirmar-se a vitória do "não" o cenário se complica, mas que os ministros da zona euro irão agora discutir medidas "que possam colocar a economia grega de novo nos carris". 

20h03 A questão geracional pode mesmo ter tido muita influência neste resultado. O analista grego Yannis Koutsomitis destaca que o voto do "não" é muito mais popular entre os mais jovens (67%) do que entre os mais velhos (37%).

19h49 "Um passo em direção à saída da zona euro." Foi assim que o vice-ministro russo da Economia, Alexeï Likhatchev, classificou os resultados já conhecidos deste referendo, segundo avança a agência noticiosa TASS. Em abril, Alexis Tsipras visitou Moscovo, levando muitos a falar numa aproximação da Grécia à Rússia, mas nunca se concretizou nenhuma ajuda financeira dos russos.

19h40 O gabinete do primeiro-ministro Alexis Tsipras já emitiu uma nota dizendo que o resultado do referendo é "uma mensagem muito importante para a UE, conseguida sob circunstâncias difíceis". Tsipras deverá falar brevemente, segundo avançam os media gregos.

19h35 Do lado europeu, desmente-se a informação de que o Eurogrupo esteja a preparar uma reunião. "Nem pensar. [Os ministros] não saberiam o que discutir", diz uma fonte à Reuters.

19h30 Aumentam os ajuntamentos de pessoas a festejar a já quase certa vitória do "não". Com 40% dos votos contados, a distância aumenta: 61% para o "não", 38% para o "sim".

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19h25 Do lado da oposição, parece que podem rolar cabeças. É isso que avança a correspondente do "Guardian" em Atenas, Helena Smith: "A ex-ministra das Finanças Dora Bakoyannis telefonou a [Antonis] Samaras [ex-primeiro-ministro e líder da Nova Democracia] a exigir que ele se demita imediatamente", escreve a jornalista. "Há sinais de que alguns apoiantes tradicionais da Nova Democracia votaram deliberadamente no "não" (quando o partido tinha instado os gregos a votarem "sim"), em protesto contra Samaras."

19h18 Nada como ler o que se passa nas ruas de Atenas, em direto, pela enviada do Expresso à capital grega, Joana Pereira Bastos.

19h15 Segundo a AFP, já está a ser marcada uma reunião preparatória do Eurogrupo para esta segunda feira. Esta é uma reunião técnica, que costuma anteceder cada encontro dos ministros das Finanças da zona euro.

19h10 Projeção oficial do ministério do Interior dá uma vitória esmagadora ao "não": 61% contra apenas 39% para o "sim". 

19h05 Já é possível ver uma espécie de "manifestação espontânea" nas ruas de Atenas. A nossa enviada Joana Pereira Bastos relata que "imediatamente após o anúncio [da liderança do "não"], nas ruas dezenas de pessoas gritaram 'oxi, oxi, oxi'"

19h Entretanto, enquanto esperamos por mais resultados, pode ir lendo aqui as reações oficiais do Syriza a estas primeiras previsões. E para compreender os números, nada melhor do que ler a análise de Jorge Nascimento Rodrigues ao que aí vem em termos de pagamentos para Atenas. 

18h58 Reação de apoio ao provável resultado do "não", embora vindo talvez de um lugar que o Governo grego preferia evitar: Marine Le Pen, líder da Frente Nacional francesa, diz que esta é uma "vitória do povo contra a oligarquia europeia", segundo conta o "Politico".

18h52 O correspondente do "Le Monde" em Berlim avança um pormenor que classifica como "um sinal do embaraço dos europeus": "François Hollande e Angela Merkel não organizam conferência de imprensa amanhã, depois do seu encontro em Paris. Só irão prestar declarações", escreve.

18h48 Fora de Atenas, os olhos estão todos postos na Grécia, como mostram as redes sociais:

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18h43 Voltemos a números: estão apurados os votos de 3500 das 19 mil freguesias gregas, o que equivale a cerca de 20% de todos os votos. Resultados? Continuamos nos 60,5% para o "não" contra 39,4% para o "sim".

18h40 Recordamos que durante o dia de hoje, alguns líderes europeus pronunciaram-se acerca do possível resultado do referendo grego. Emmanuel Macron, ministro da Economia francês, disse que espera não ver um novo momento "Tratado de Versalhes" da Europa, caso o "não" saia vencedor, referindo-se ao acordo pós-Primeira Guerra, que impôs medidas fortemente punitivas à Alemanha. Já Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, disse que em caso de vitória do "não" os gregos "terão de introduzir outra moeda depois do referendo, porque o euro não continuará disponível como meio de pagamento", acrescentando no entanto que a Europa "não abandonará o povo grego ao seu destino".

18h27 De acordo com os votos contados até agora, o "não" segue à frente em todas as regiões do país. Com mais de 15% dos votos contados, os resultados estão nos 60% para o "não" contra 39% para o "sim". A manter-se esta tendência, poderemos estar perante uma vitória muito clara para o lado do "oxi".

18h24 O Banco da Grécia vai pedir ao Banco Central Europeu (BCE) que reveja o valor da linha de emergência aos bancos gregos, conhecida por ELA, segundo confirmou um porta-voz do Governo grego. A ELA não foi aumentada pelo BCE no passado fim de semana, o que terá contribuído para a introdução do controlo de capitais, já que os bancos gregos se encontravam sem liquidez suficiente.

18h20 "Extremamente difíceis". É assim que Carsten Schneider, vice-líder parlamentar do SPD alemão (partido que faz parte da coligação governamental), prevê que as negociações entre credores e Atenas deverão decorrer, caso se confirme uma vitória para o "não". A reação surgiu há pouco, em declarações à rádio e televisão alemã ARD. 

18h15 E começam a sair os primeiros dados relativamente à contagem dos votos. Segundo o ministério do Interior, o "não" segue à frente com 59% dos votos, contra apenas 40% para o "sim". Mas ainda só estão contados cerca de 10% do total de votos, por isso teremos de continuar a acompanhar a contagem nas próximas horas.

18h13 Em Atenas vão-se acompanhando as notícias um pouco por todo o lado:

18h10 Deveremos ter dados mais concretos sobre os resultados daqui a menos de uma hora, por volta das 19h. É essa a informação avançada pelo ministro do Interior Nikos Voutsis.

17h59 Joana Pereira Bastos também alerta para outro pormenor interessante:

"Em algumas regiões da Grécia a diferença entre os dois lados é grande. Na ilha de Lesbos, por exemplo, as sondagens indicam que o 'não' ganhará com 62% contra 38% do 'sim'."

O ministério do Interior deverá publicar as primeiras previsões oficiais daqui a cerca de hora e meia, às 19h30. Até lá, continuaremos à espera, como diz o jornalista do "Wall Street Journal", Pedro da Costa.

17h55 De Atenas chegam-nos as primeiras reações, pela nossa enviada Joana Pereira Bastos:

"'Estou muito feliz e emocionada por termos tido a oportunidade de escolher o nosso futuro", diz Marina, de 46, segurando uma bandeira da Grécia. Marina, paraplégica que está numa cadeira de rodas, vive em Itália há 15 anos mas veio agora a Atenas de propósito para votar."

17h45 Importante realçar que as sondagens de que dispomos são estudos feitos por telefone e não sondagens à boca das urnas. No entanto, são os únicos dados disponíveis no momento. A contagem dos votos confirmará ou não a vitória do "não" - esperando-nos provavelmente uma noite longa.

17h43 Um pormenor interessante, revelado nas redes sociais pelo colunista do Expresso Daniel Oliveira, que está em Atenas, acerca da percentagem de eleitores de cada partido que votou "não", de acordo com uma das sondagens:
"Syriza: 85%; Nova Democracia; 13%; Aurora Dourada 70%; Potami (centristas e muito europeísta) 27%; KKE (comunistas e apelaram ao voto nulo, sendo que 11% votaram "sim"): 67%; Anel: 71%; PASOK: 16%."

17h38 Ao longo do dia, alguns gregos foram mostrando nas redes sociais a sua participação. Segundo a Antenna1 grega, a participação no referendo poderá ter chegado aos 65% - o que tornaria o resultado do referendo válido. 

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17h35 Já há reações oficiais do Syriza, principal partido do Governo. Dimitris Papadimoulis, membro do partido, diz que os gregos "provaram que querem ficar dentro da UE", segundo conta a Associated Press.

17h28 O voto dos mais jovens poderá ser decisivo nesta eleição, como explicava esta manhã a correspondente do "Guardian", Helena Smith. Cerca de 108 mil gregos votaram hoje pela primeira vez, por terem completado há pouco tempo 18 anos. Segundo a correspondente, o voto jovem pode beneficiar o "não", já que o desemprego jovem anda à volta dos 50%. "As sondagens revelam que uma grande maioria, cerca de 80%, dos jovens gregos irão votar "não"", garantiu à jornalista o comentador político Aristides Hatzis.

17h25 Primeiras reações políticas: o Presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, já têm uma reunião marcada para segunda feira a fim de analisar os resultados do referendo grego, segundo avança o Eliseu.

17h20 Vamos a dados concretos: três das sondagens avançadas pelas televisões gregas dão todas a vitória ao "não": 49, 5 a 54,5% pela empresa Marc, 49,5% a 53,5% pela Metron Analysis, 49,5% a 53,5% pela televisão Mega. Os valores do "sim" oscilam entre os 45% e os 50%.

17h10 Maioria das sondagens que começam a ser conhecidas dão vitória por uma curta margem ao "não". 49% contra 46% pela Metron Analysis, 51,5% vs 49,5% pela MRB. Mas muitos dos resultados ainda estão dentro da margem de erro, razão pela qual é prematuro garantir a vitória do "não" para já. 

17h04 Não há "sondagens à boca das urnas" oficiais, mas já temos algumas previsões de resultados. Segundo o estudo da empresa GPO, para a cadeia de televisão Mega, o "não" parece estar à frente, com 51,5% das preferências. 48,5% para o 'Sim' nesta sondagem, segundo avança o "Le Monde".

16h59 Últimos segundos até ao fecho das urnas... No Twitter partilham-se fotografias das assembleias de voto.

16h55 Já é certo que pelo menos uma sondagem à boca das urnas teremos daqui a pouco. Importante será também perceber se a participação ficou acima dos 40% - caso contrário, o resultado não pode ser considerado vinculativo, segundo a lei grega.

16h45 O primeiro-ministro Alexis Tsipras já votou esta manhã, em Atenas. Aos jornalistas e à multidão que o seguiu - entoando cânticos de 'oxi, oxi' (não, não) - Tsipras garantiu que "a determinação do povo irá vencer a propaganda do medo". Também o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, votou há já algumas horas e reforçou, por várias vezes, que um acordo com os credores oficiais pode estar perto.

16h35 Boa tarde! As urnas na Grécia fecham daqui a menos de meia-hora, altura em que deverão sair as primeiras sondagens à boca das urnas. No entanto, prevê-se uma noite longa pela frente, já que os últimos estudos têm dado resultados muito próximos entre "sim" e "não" neste referendo, convocado pelo Governo grego de Alexis Tsipras. Fique connosco, onde lhe iremos trazer todas as últimas novidades sobre este tema, à medida que elas surgem.