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Uma crise de cinco anos explicada em cinco minutos

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É possível um país estar em crise cinco anos, observar a queda e ascensão sucessiva de primeiros-ministros, existir em permanente tensão social-política-económica, ter às vezes o mundo inteiro contra e outras a favor, testemunhar protestos violentos e outros nem tanto mas sempre constantes, é possível tudo isto e depois ter que decidir num referendo um futuro que seria sempre incerto com um “sim” ou um “não”? Este é o retrato vídeo da crise grega - desde o resgate de 2010 aos dias do homem na imagem, Alexis Tsipras

Para saber mais sobre a crise grega, consulte AQUI o dossiê especial do Expresso, que inclui análise, opinião e reportagem, incluindo a partir de Atenas - onde está a enviada especial Joana Pereira Bastos. Este domingo, os gregos vão a referendo para responder a esta pergunta: "Deverá ser aceite o projeto de acordo que foi apresentado pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional no Eurogrupo de 25.06.2015 e que consiste em duas partes, que constituem a sua proposta unificada? O primeiro documento intitula-se 'Reformas para a Conclusão do Presente Programa e Mais Além' e o segundo 'Análise Preliminar à Sustentabilidade da Dívida'".

  • A espera mais triste de Atenas

    No centro da capital grega há uma fila bem mais comprida do que a de qualquer multibanco. É lá que todos os dias mais de 400 pessoas esperam por comida

  • Vamos falar de algo completamente diferente da Grécia? Krugman escolhe Finlândia e... Portugal

    Para fugir “à depressão” de falar sobre a Grécia, o economista premiado com um Nobel volta-se para a exemplar Finlândia. Mas, afinal, este “modelo de sociedade europeia" perdeu 10% do PIB em oito anos - se não fosse a crise do sul da Europa, poderia ser apontado como “um desastre épico”. Depois, fala de Portugal, que seguiu a receita europeia de “austeridade dura” e está 6% mais pobre. No referendo grego, Krugman continua a votar “não”

  • A infografia que explica as consequências do “sim” e do “não”

    Varoufakis já disse que se demite se o “sim” vencer no referendo de domingo, Tsipras diz que o “não” dá mais poder negocial ao seu Governo, Bruxelas diz que a posição grega fica “dramaticamente enfraquecida” se o “não” vencer. Afinal, como será depois de domingo? Temos uma infografia que analisa os tentáculos do “sim” e do “não”

  • Tsipras quer mais que só um “não” - quer três

    Governo de Atenas tem feito campanha pelo “não” para o referendo de domingo e agora triplica o apelo - e explica os porquês. Tsipras diz ainda que o FMI acabou por lhe dar razão na análise que fez à dívida grega

  • A força de uma imagem

    É provável que se tenha deparado com muitas notícias sobre a Grécia nas últimas horas - e dias. E com imagens de pensionistas desesperados às portas dos bancos - a tentar levantar o possível, que é €120 no máximo (limite estabelecido até que o impasse se resolva). São fotografias repetidas exaustivamente nos jornais e nas televisões - imagens que impressionam quem não está na Grécia. E quem está, que força é que estas imagens têm? Força suficiente para, no referendo de domingo, transformar um “não” num “sim” (por receio que isto continue) ou vice-versa (por revolta com a Europa)? Três jornalistas que trabalham em publicações gregas elaboram o seu ponto de vista

  • Fundo europeu de resgate dá folga à Grécia

    O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira decidiu esta sexta-feira não exigir o pagamento imediato a Atenas de €131 mil milhões relativos à totalidade do empréstimo concedido no âmbito do resgate e desembolsado. Mas mantém o direito de agir. O Fundo europeu declarou a falta de pagamento ao FMI a 30 de junho como um “evento de incumprimento”