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Internacional

Tunísia declara estado de emergência

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Atirador do massacre do dia 26 de junho foi morto pelas forças de segurança

FOTO J Mitchell/Getty Images

Medida é anunciada oito dias depois do massacre num 'resort' em Sousse

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

Decretado o estado de emergência na Tunísia. A medida é anunciada pelo Presidente Beji Caid Essebi, oito dias após o atentado em Sousse, declarou o seu gabinete este sábado, segundo a "Reuters".

No passado dia 26 de junho, 38 turistas, a maioria britânicos, morreram num massacre perpetrado por jiadistas do daesh (auto proclamado Estado Islâmico) numa praia privada de um hotel na costa oriental daquele país. Entre as vítimas, uma portuguesa, Maria da Glória Moreira, reformada e viúva há dois anos. Tinha regressado à Tunísia, para recordar os momentos felizes ali vividos nas viagens frequentes com o marido.

O atirador, Saif Rezgui, abriu fogo na zona balnear, tendo sido travado pela polícia. Acabou morto. Cinco dias depois, o secretário de Estado de Segurança Rafik Chelli informava que este homem teve treino de manuseamento de armas na Líbia.

O estado de emergência confere, temporariamente, uma maior flexibilidade executiva ao governo, aumentando a autoridade da polícia e das forças armadas. A última vez que a Tunísia esteve debaixo deste regime de exceção foi entre 2011 e 2014 por causa dos tumultos populares que levaram à queda e fuga do Presidente Zine El Abidine Ben Ali.

Está prevista para esta tarde uma declaração de Beji Caid Essebi à nação. O ataque ao 'resort' foi um dos mais mortíferos da Tunísia. Em março, um outro ataque levado a cabo por dois homens armados, no Museu do Bardo, na capital Tunis, deixou 22 mortos. O ataque seria reivindicado pelo Estado Islâmico.