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Saída da Grécia do euro seria "facilmente administrável". Quem o diz é o ministro austríaco das Finanças

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Hans Jorg Schelling tem sido uma das vozes mais críticas do Governo grego

FOTO LEONHARD FOEGER/REUTERS

Hans Jorg Schelling acredita que irá ser possível uma "solução negociada" para a crise grega e defende que deveria ser regulado o caso especial de uma "insolvência estatal"

O ministro austríaco das Finanças, Hans Jorg Schelling, confia numa "solução negociada" para a crise grega, embora acredite que uma saída do país do euro ('Grexit') seria "facilmente administrável" pela Europa.

"Creio que vamos chegar a uma solução negociada", afirmou o ministro austríaco, uma das vozes mais críticas do Governo grego nas últimas semanas, numa entrevista publicada hoje no diário Die Presse.

O governante defende ainda que, para a Europa, a saída da Grécia do euro "seria facilmente administrável do ponto de vista económico".

"Para a Grécia, seria muito mais dramático porque a sua dívida pública poderia aumentar de 200 a 400% do PIB (Produto Interno Bruto)", adverte, defendendo que isso teria "implicações negativas" do ponto de vista político para o "projeto europeu".

O governante considera que é por essa razão que não está previsto que um país saia da zona euro, mas defendeu que deveria ser regulado o caso especial de uma "insolvência estatal".

Caso no referendo de domingo na Grécia ganhe o 'não', o ministro austríaco estima mais dificuldades para chegar a um acordo.

"O nosso maior problema não é o conteúdo (das propostas gregas), mas sim a destruição da relação de confiança entre a Grécia e os outros países da zona euro", destaca.

"Há muitos países, sobretudo aqueles com menos dinheiro, que dizem 'já não queremos mais', mas eu acredito que vamos chegar a um acordo negociado", assegura Hans Jörg Schelling.

O governante esclareceu ainda que vê o programa de ajudas comunitárias para a Grécia como "morto e que não pode ser estendido", defendendo ainda que "um novo programa necessita tempo" e que "não pode haver créditos sem condições".