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Naufrágio nas Filipinas já com 42 mortes confirmadas

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Passageiros do navio que naufragou na passada quinta-feira, a serem resgatados pelas equipas de socorro

RONALD FRANK DEJON / REUTERS

Não para de aumentar o número de mortos no naufrágio nas Filipinas ocorrida esta quinta-feira. Outras 11 pessoas continuam desaparecidas

A última atualização do balanço do naufrágio ocorrida esta quinta-feira nas Filipinas aponta para 42 mortos e 11 desaparecidos. Desde que conseguiram alcançar o interior do barco os mergulhadores recuperaram mais seis corpos, mas as buscas foram suspensas devido ao mau tempo que se fazia sentir.

Segundo a guarda costeira das Filipinas, tudo aconteceu poucos minutos depois do “MV Kim Nirvana-B” ter largado do porto de Ormoc, rumo às ilhas Camote, a cerca de 40 quilómetros de distância, com 173 passageiros e 14 tripulantes a bordo. Muitos sobreviventes (134 pessoas já foram salvas) descrevem que a embarcação não resistiu à forte ondulação que se fazia sentir, e virou-se de forma repentina. A rapidez com que o navio adernou não permitiu que muitos passageiros pudessem saltar do mesmo antes de este se afundar.

Há quem acuse a tripulação de não ter distribuído coletes salva- vidas pelosm passageiros, o que deveria ter acontecido perante as condições muito adversas em que a viagem foi iniciada. A circunstância de a agência metereológica das Filipinas ter alertado os pescadores para o perigo que representava sairem para o mar na zona da região de Visyas Oriental deveria ter levado a tripulação a tomar essas previdências. 

São várias as teorias sobre o que terá causado o naufrágio, noneadamente que o barco estaria sobrelotado. Mas esse facto foi prontamente desmentido pelo chefe de serviço da guarda costeira de Visayas Oriental, que afirma que a embarcação não viajava sobrecarregada por ter capacidade para 178 passageiros. Apesar disso, esta informação não invalida outra teoria, a de excesso de peso, que alguns meios de comunicação locais apontam, referindo que o barco transportaria centenas de sacos de cimento e de arroz.

Tendo em conta as muitas dúvidas existentes, o Presidente das Filipinas, Benigno Aquino, exigiu uma investigação exaustiva, já em curso. Uma equipa de especialistas em acidentes marítimos está a por na mesa todas as hipóteses possíveis, até a da aptidão do capitão e dos tripulantes, que foram colocados sob custódia.

Infelizmente, este não é um caso isolado. Todos os anos morrem nas Filipinas dezenas de pessoas vítimas de acidentes marítimos. Em 1987, por exemplo, aconteceu o maior acidente no que a história da navegação comercial diz respeito, quando 4341 pessoas morreram, depois de o ferry “Dona” ter colidido com um petroleiro.