Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Estado Islâmico destrói estátua com dois mil anos

  • 333

Nour Fourat/Reuters

Na semana passada os jiadistas destruíram dois mausoléus em Palmira, histórica cidade síria. Nas últimas horas derrubaram mais oito estátuas

O autodenominado Estado Islâmico (Daesh) continua a destruir património histórico da cidade síria de Palmira, sob seu controlo desde maio. O diretor-geral das Antiguidades e Museus do país, Maamun Abdelkarim, indicou à agência Efe que os jiaditas destruíram a estátua de um leão que se encontrava à entrada do Museu de Palmira.

"Trata-se da estátua mais importante, pelas suas dimensões e valor, que o Daesh destruiu até ao momento na Síria",  explicou em declarações ao telefone, indicando que a peça em causa foi destruída há uma semana.

A estátua, com uma altura de 3,5 metros e um peso de 15 toneladas, estava no jardim do Museu de Palmira. Anteriormente fora protegida pelas autoridades sírias que colocaram uma placa de ferro e sacos de areia em seu redor.

Também na semana passada, o Daesh destruiu dois antigos mausoléus muçulmanos da cidade e já esta sexta-feira oito outras estátuas de homens e mulheres procedentes da cidade histórica foram também destruídos.

Na internet, o grupo terrorista divulgou fotografias dos jiadistas a destruírem seis estátuas com marretas.

No mês passado, ativistas sírios indicaram que o Daesh colocou minas e explosivos junto das ruínas históricas.

Maamun Abdelkarim, que recebe informação sobre a situação no terreno através de testemunhos, indica contudo que até ao momento não existem indicações que a parte arqueológica de Palmira tenha sofrido danos.