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Confusão na Grécia até com as sondagens

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Manifestantes anti-UE queimam uma bandeira em Atenas

Giogos Kontarinis / Eurokinissi / Reuters

Estudo de opinião revelado quarta-feira à noite apresentava reviravolta nas intenções de voto. Empresa que o fez diz que os dados foram divulgados parcial e indevidamente e admite recorrer à Justiça

Foram levantadas dúvidas sobre a mais recente sondagem que dava vitória ao "sim" no referendo do próximo domingo na Grécia. Num comunicado divulgado esta quinta-feira de manhã pela empresa GPO, que realizou o inquérito sobre as intenções de voto, é referido que a divulgação da sondagem foi feita sem a permissão do grupo, constituindo apenas "parte dos resultados" do estudo.

A empresa  garante ainda que usará todos os "meios legais ao seu dispor" para proteger os seus interesses e processar os responsáveis.

De acordo com o inquérito divulgado na quarta-feira à noite pelo site Euro2day, 47,1% dos gregos afirmavam que iriam votar a favor da proposta apresentada pelos credores a Atenas. Por outro lado, 43,2% escolhiam o “não”, enquanto 6,3% dos inquiridos se mostravam indecisos, segundo o mesmo estudo - que a empresa que o realizou garante agora não ser bem assim como foi divulgado.

Caso os resultados fossem efetivos, correspondiam a uma reviravolta nas intenções de voto. Na anterior sondagem - divulgada na quarta-feira de manhã pelo jornal "Efimerida ton Syntakton"- , 46% dos inquiridos diziam que iam votar "não" contra mais austeridade. Por seu turno, 37% afirmavam que votariam "sim" , enquanto 17% se revelavam indecisos.

Esta é a pergunta a que os gregos vão responder: "Deverá ser aceite o projeto de acordo que foi apresentado pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional no Eurogrupo de 25.06.2015 e que consiste em duas partes, que constituem a sua proposta unificada? O primeiro documento intitula-se 'Reformas para a Conclusão do Presente Programa e Mais Além' e o segundo 'Análise Preliminar à Sustentabilidade da Dívida'".