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Estados Unidos e Cuba reabrem embaixadas já este mês

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Em abril deste ano, Barack Obama e o seu homólogo cubano Raul Castro encontraram-se no Panamá

GETTY

O anúncio oficial vai ser feito esta quarta-feira. Barack Obama realça o apoio da Presidente Dilma Rousseff no processo de reaproximação, referindo que o Brasil deverá ter um papel de liderança na região

Os Estados Unidos e Cuba vão anunciar oficialmente esta quarta-feira a reabertura das suas embaixadas em Washington e Havana, uma medida que irá concretizar-se já neste mês de julho e que surge como mais um passo no reatamento das relações entre ambos os países.

O Presidente, Barack Obama, e o secretário de Estado, John Kerry, irão fazer o anúncio, aguardando-se semelhante declaração da parte do regime de Cuba.

Os dois países estavam de relações cortadas desde 1961. A notícia do reatamento surge na sequência do processo negocial que decorreu ao longo de mais de um ano e que contou com o impulso inicial dado pelo Papa Francisco.

Os contactos nesse sentido foram tornados públicos em dezembro do ano passado. Em abril, Barack Obama e o seu homólogo cubano, Raul Castro, encontraram-se no Panamá. No mês passado os Estados Unidos retiraram Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo. Por enquanto os Estados Unidos ainda mantêm embargos a Cuba.

Para o restabelecimento das relações diplomáticas foram determinantes três rondas de negociações que tiveram lugar na primavera, segundo refere o “USA Today”.

Barack recebeu Dilma na Casa Branca
Os progressos alcançados foram referidos pelo Presidente norte-americano nesta quarta-feira, durante a receção da sua homóloga brasileira, Dilma Rousseff, na Casa Branca.

“Eu aprecio muito o forte apoio da Presidente Rousseff e do Brasil na nova abertura para com Cuba. Eu coloquei Dilma a par dos nossos progressos, incluindo os trabalhos para a abertura das embaixadas em Havana e em Washington”, disse Obama, em declarações citadas pelo jornal norte-americano "USA Today". “E eu acredito que a liderança do Brasil na região, assim como o seu próprio percurso para a economia e economia de mercado podem torná-lo num importante parceiro enquanto trabalhamos para criar mais oportunidade e prosperidade para o povo cubano”, acrescentou.

"Trata-se na verdade de colocar para trás os últimos vestígios da Guerra Fria (...) E acaba por elevar o nível das relações com os Estados Unidos em toda a região", disse, por seu turno, Dilma Rousseff.