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Presidente do Eurogrupo convoca reunião extraordinária para hoje

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Dijsselbloem anuncia realização de uma reunião extraordinária do Eurogrupo para discussão da nova proposta da Grécia

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, anunciou esta tarde a convocação de uma reunião extraordinária  com os ministros das Finanças da zona euro. O encontro está marcado para as 19h de Bruxelas (18h em Lisboa) e visa a discussão da nova proposta entregue esta terça-feira pelo Executivo helénico.

O governo de Alexis Tsipras pretende o prolongamento por dois anos do programa de resgate recorrendo aos fundos do Mecanismo Europeu de Estabilidade, de forma a "cobrir as necessidades financeiras em paralelo com a reestruturação da dívida", refere o gabinete do primeiro-ministro grego em comunicado.

O Executivo helénico garante ainda que se mantém na mesa das negociações com os credores, continuando a "procurar uma solução viável para manter-se na zona euro".

Segundo a Bloomberg, a proposta dos gregos não inclui qualquer uma das reformas propostas pelos credores europeus e não prevê a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Numa carta enviada a Jeroen Dijsselbloem, enquanto membro do Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Alexis Tsipras pede “apoio financeiro” na forma de um empréstimo de dois anos do MEE que seria “exclusivamente” usado para cumprir os compromissos com a divida interna e externa.

É também nesta carta que pede a dívida ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, o fundo de resgate da zona euro, seja reestruturada “para que a dívida grega se torne sustentável”. E que o atual “Programa seja prolongado pelo Eurogrupo por um curto período de tempo para que assegurar que o “default técnico” não seja ativado. No documento tornado público pelo site do “Politico”, o primeiro-ministro grego escreve que a Grécia enfrenta "problemas financeiros urgentes", referindo-se ao segundo semestre de 2015 e ao ano de 2016.

Recorda que o país não recebeu qualquer tranche do programa desde julho de 2014, que não consegue financiar-se sozinho nos mercados, que a extensão pedida do atual resgate não foi aceite e que o BCE não aumentou a linha de liquidez de emergência (ELA), o que levou à introdução de controlo de capitais para manter a estabilidade da zona euro.

Esta é a última tentativa da Grécia para poder chegar a acordo com os credores no dia em que termina o programa de resgate, depois de o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ter apresentado na segunda-feira outra proposta a Alexis Tsipras, que terá sido recusada.

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