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O sapateiro inglês que quer ajudar a pagar a dívida grega com crowdfounding

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ALBERT GEA

Se cada europeu desse três euros à Grécia, o país já não entrava em incumprimento com o FMI. Estaria disposto a ajudar? Há quem esteja. Em dois dias, já foram amealhados quase 265 mil euros

Thom Feeney pode ser o futuro melhor amigo de Alexis Tsipras? Talvez nunca se cheguem a conhecer, mas Feeney lançou uma campanha de crowdfounding para pagar a dívida grega. Pode parecer uma brincadeira, mas não é.

"1,6 mil milhões de euros é o que a Grécia precisa. Pode parecer muito, mas  é apenas três euros por cada europeu. Mais ou menos o preço de meia cerveja em Londres. Ou uma salada de azeitonas e queijo feta ao almoço", lê-se na página onde decorre a recolha de donativos.

Thom Feeney nem é grego, é britânico. Tem de 29 anos é de Yorkshire, no norte de Inglaterra, mas atualmente mora em Londres, onde trabalha numa sapataria. A ideia surgiu na esperança de "poder dar à Grécia uma oportunidade e com sorte traze-los para um bom caminho brevemente". 

Esta terça feira à noite, já tinha sido amealhados perto de 265 mil euros, com o contributo de 17 mil pessoas. Quem ajudar receberá um presente. Consoante o valor que doar irá receber um produto típico helénico. 

Por exemplo, se doar os tais três euros vai receber em sua casa um postal com o rosto de Alexis Tsipras, enviado da Grécia. Quem oferecer seis euros recebe uma salada de azeitonas e queijo feta. Se quiser ser mais generoso e doar dez euros recebe uma garrafa de Ouzo, uma bebida alcoólica típica. E se der 25 euros, o brinde é uma garrafa de vinho grego. 

"Isto não é uma piada. Percebo que existem pessoas que possam pensar que é uma piada, mas o crowdfounding  realmente pode ajudar. Estava farto de andar às voltas a pensar na crise grega, enquanto os políticos tremem, a situação está a afetar pessoas reais", assegura Thom Feeney

Caso a incitava não atinja o objetivo "todo o dinheiro será devolvido", embora Feeney acredite afincadamente que será possível. 

A Grécia precisa de pagar 1,6 mil milhões de euros ainda esta terça-feira para não entrar em incumprimento. Um pagamento que o governo helénico já disse que não faria se não chegasse a um acordo.