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Gregos pedem novo programa de dois anos

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PAWEL KOPCZYNSKI / Reuters

Esta espécie de terceiro resgate não contaria com a presença do Fundo Monetário Internacional e teria a Alemanha como maior credor. Deputado do Syriza diz que se “espera algo de bom para hoje”

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O Governo grego emitiu um comunicado, através do gabinete do primeiro-ministro Alexis Tsipras, onde confirma que irá pedir uma extensão de dois anos do programa de resgate, utilizando os fundos do Mecanismo Europeu de Estabilidade.

Através do comunicado, Tsipras afirma que o Governo "continuará a tentar conseguir um acordo viável dentro do euro" e garante que a Grécia "se mantém na mesa de negociações".

Segundo os especialistas, esta extensão equivale assim a um terceiro resgate, que desta vez não contaria com a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas o programa atual continuará a expirar esta terça-feira, como explica o correspondente do "Financial Times" - a Grécia já assumiu que vai entrar em incumprimento.

Para o jornal "Guardian", tudo depende agora da forma como os credores oficiais reagirem. O correspondente do "Times" em Bruxelas, Bruno Waterfield, explica que, através do Mecanismo de Estabilidade, a Alemanha seria o maior credor dos gregos, já que conta com 27% do Fundo. Waterfield acrescenta também que o FMI continuará a estar envolvido de perto.

Gregos pretendem renegociar dívida
Outro ponto importante é que, sendo este um novo programa, "a discussão sobre o alívio da dívida torna-se uma opção".

Fontes dentro do Governo grego têm dito ao longo do dia que Alexis Tsipras deverá ir ainda esta terça-feira a Bruxelas. De acordo com a correspondente do "Guardian" em Atenas,  Helena Smith, o vice-primeiro-ministro Yannis Dragasakis deverá fazer uma comunicação acerca desta proposta ainda esta noite. "A forma como Tsipras irá fazer esta viragem - e salvar a face - vai ser interessante", escreve a jornalista. "A questão do alívio da dívida é uma questão-chave..."

Essa é uma medida que tem sido continuamente defendida por vários deputados do Syriza como essencial para poder haver acordo. Esta terça-feira, o deputado Dimitris Papadimoulis avançou à Sky News que se "espera algo de bom para hoje", talvez em referência à proposta de Atenas.