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Internacional

Estado Islâmico decapita pela primeira vez mulheres na Síria

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Foram acusadas de usar feitiçaria e os seus maridos também. Os quatro foram decapitados em praça pública

Recorriam a magia para a prática da medicina. Esta é a acusação do Estado Islâmico (Daesh) a dois casais sírios. Os dois homens e as duas mulheres foram decapitados no passado domingo e segunda-feira, na província de Deir Ezzor, na Síria. Esta é oficialmente a primeira vez que mulheres civis são decapitadas.

"É a primeira vez que uma mulher é decapitada recorrendo à execução em público, na Síria", confirmou Rami Abdel Rahman, do Observatório dos Direitos Humanos, citado pelo canal árabe Al Jazeera.

Os dois casais foram acusados de feitiçaria, no entanto não foi explicado nem justificada a acusação. Foram simplesmente executados em praça pública.  

Apesar de ser a primeira vez oficial, há relatos de que no ano passado o Daesh já tinha decapitado três mulheres que lutavam pelas forças curdas, em Kobane - na fronteira da Síria com a Turquia.

O Observatório dos Direitos Humanos, citado pelo mesmo canal, avança que só desde o começo do "califado" do Daesh já foram executadas mais de três mil pessoas - das quais 1787 eram civis e 74 crianças.