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Cameron: assassinos da Tunísia declararam guerra ao Reino Unido

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FOTO STEPHANIE LECOCQ/REUTERS

Primeiro-ministro britânico defende que o nível de alerta no país deverá manter-se elevado face à possibilidade de novos atentados, assim como a recomendação para os cidadãos nacionais não viajarem para a Tunísia

David Cameron prometeu na segunda-feira continuar a luta contra o terrorismo, depois do atentado que matou na sexta-feira pelo menos 18 cidadãos britânicos numa praia de um hotel em Sousse. "Os assassinos da Tunísia declararam guerra ao Reino Unido,  mas até que tenhamos vencido esta ameaça, temos de nos mostrar empenhados como país e continuar a viver as nossas vidas. Não é uma guerra entre o Islão e o Ocidente, como quer o chamado Estado Islâmico", afirmou o primeiro-ministro no Parlamento.

Garantindo que o Reino Unido não vai ceder ao medo que os jiadistas querem impor, Cameron disse porém que o nível de alerta no país deverá manter-se elevado face à possibilidade de novos atentados, assim como a recomendação aos cidadãos nacionais para não viajarem para a Tunísia.

O chefe do Executivo britânico instou também o país a cumprir um minuto de silêncio na próxima sexta-feira, quando se assinala uma semana após o ataque que causou 39 mortos numa praia de um hotel, em Sousse.

Entretanto, a ministra do Interior, Theresa May, que se deslocou ao local do ataque, já alertou que o número de vítimas britânicas poderá elevar-se para três dezenas, tornando-se no mais sangrento atentado terrorista a envolver cidadãos nacionais desde o ataque em Londres de há cinco anos.

A responsável marcou presença numa  cerimónia de homenagem às vítimas, que contou também com a participação de representantes da França e da Alemanha.

A investigação ao atentado prossegue. Entretanto, o Governo tunisino anunciou esta terça-feira que um "número significativo de pessoas foram detidas pelo alegado envolvimento no ataque. "Prometo às vítimas que estes assassimos reponderão perante a Justiça da Tunísia e serão justamente punidos", garantiu o ministro tunisino do Interior, Najem Gharsalli, acrescentando que também será detido quem forneceu qualquer tipo de ajuda logística ou financeira ao atacante, identificado como Seifeddine Rezgui, um estudante de 23 anos. 

Cerca de quatro mil turistas britânicos já saíram da Tunísia após o ataque, enquanto 80% dos voos de cidadãos franceses para o país já foram cancelados, segundo uma associação de agências de viagens. O Executivo da Tunísia prevê perder cerca de 515 milhões de dólares de receitas (cerca de 460 milhões de euros) no turismo este ano, o que é especialmente significativo uma vez que o sector contribui com cerca de 15% para a economia do país, que já tinha sido abalada em março na sequência do ataque ao Museu do Bardo, em Tunis.