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Leia a carta em que a Grécia volta a pedir prolongamento do resgate

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O chefe do Governo grego voltou a apelar ao prolongamento do resgate ao país por mais um mês

ANGELOS TZORTZINIS/GETTY

Alexis Tsipras escreveu ontem aos líderes dos países da zona euro a pedir mais um mês de financiamento. O primeiro-ministro grego volta a negociar logo após o referendo e não põe a hipótese de a Grécia sair da moeda única

Alexis Tsipras enviou este domingo uma carta a todos os chefes de governo da zona euro, pedindo-lhes que reconsiderem a decisão, tomada na véspera, de não prolongar o resgate à Grécia por mais um mês. Na missiva, o primeiro-ministro grego pede aos seus colegas que “reexaminem a sua posição quanto a esta questão e apoiem a reavaliação do pedido da República Helénica pelos ministros das Finanças da Zona Euro”.

A revelação é feita pelo jornal londrino “Financial Times”, que obteve uma cópia da carta enviada ao primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, cujo país assume na quarta-feira a presidência rotativa da União Europeia.

Argumentando que a rejeição de sábado se baseou em “fundamentos pouco claros” e teve “repercussões graves” para a liquidez dos bancos gregos e para a economia nacional, o líder grego defende o “direito soberano e democrático” do seu povo a exprimir-se em referendo (marcado para 5 de julho) sobre as propostas das instituições europeias. Sustenta mesmo que tal consulta é indispensável para a legitimidade do acordo que vier a ser subscrito e que não põe em causa a pertença da Grécia à moeda única.

Segundo Tsipras, o prolongamento do resgate contribuiria para “um acordo mutuamente benéfico que garanta a sustentabilidade orçamental e financeira da dívida”, permitindo que a Grécia retome “o crescimento dentro da zona euro”. 

O líder helénico garante que é seu propósito retomar as conversações com os parceiros europeus a 6 de julho, dia seguinte ao da votação popular, “com vista a alcançar um acordo imediatamente e em linha com a decisão do povo grego”.